A adaptação de “King Arthur: The Legend of the Sword”, dirigida por Guy Ritchie, causou reações polarizadas, oscilando entre entusiasmo e decepção. Longe das narrativas tradicionais que envolvem o lendário monarca, o filme assume sua própria identidade estética, composta de cortes ágeis, uma assembléia frenética e uma abordagem visual que se refere a videogames contemporâneos. Se, para alguns, essa reinterpretação é um sopro de criatividade em um mito ancestral, para outros, é uma falta de caracterização que coloca o show acima da profundidade narrativa.
Na opinião de seus defensores, Ritchie infunde energia e estilo ao épico, revitalizando a figura de Arthur para uma nova geração. Interpretado por Charlie Hunnam, o protagonista ganha contornos mais ásperos, formados pela sobrevivência em um ambiente hostil. O surgimento de um herói relutante, que de repente está na frente de um destino que ele nunca quis, ressoa com um personagem que combina fisicalidade e carisma. O filme cobre um ritmo vertiginoso, apoiado por diálogos nítidos e cenas de ação coreografadas precisas, criando uma experiência pulsante e dinâmica. A trilha sonora de Daniel Pemberton, que combina referências medievais e contemporâneas, acrescenta ainda mais intensidade para trabalhar, agindo como um elemento narrativo.
No entanto, para os críticos de produção, essa abordagem estilizada distâncias da essência do mito arturiano. Excalibur, tradicionalmente um emblema da realeza e legitimidade, sobe a um nível quase místico, dando a Arthur uma força sobre -humana que evoca super -heróis mais modernos do que lendas medievais. Além disso, a dependência dos grandes efeitos que proporcionam a experiência estética da característica dos jogos como “Tarth Middle: Shades of Mordor” pode fazer com que a narração se recusasse ao programa, enfraquecendo o impacto dramático.
Outro ponto de controvérsia está no desenvolvimento do apoio. Embora o elenco tenha nomes expressivos, como Jude Law, Djimon Hounsou e Aidan Gillen, poucos personagens podem escapar da sombra do protagonista. A lei, como o vilão Vortigen, combina arrogância e tormento interno, mas outros personagens não recebem o mesmo no tratamento em profundidade. A relação entre Arthur e o Maga, interpretada por Astrid Bergès-Frisbey, é apenas insinuada, sem atingir o potencial dramático que o enredo poderia enriquecer.
“King Arthur: a lenda da espada” enquanto procura reinventar um clássico, flertando com exagero que pode diluir a força do mito original. Para os fãs de Guy Ritchie, o filme representa uma experiência de cinema vibrante e estilizada. Para aqueles que valorizam a fidelidade da tradição arturiana, a produção pode parecer reinvenção excessiva, mais comprometida com o impacto visual do que com a substância narrativa.
Filme:
Rei Arturo: a lenda da espada
Diretor:
Ritchie Boy
De novo:
2017
Gênero:
Ação/drama/épico/fantasia
Avaliação:
8/10
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Fernando Machado
★★★★★★★★