Março 31, 2025
As varejistas da B3 que ganham com taxação das blusinhas de fora aprovada pelo Senado

As varejistas da B3 que ganham com taxação das blusinhas de fora aprovada pelo Senado

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Colocando término a um impasse que ganhou mais uma vez destaque no mercado no início desta semana, o Senado aprovou na noite de quarta-feira (5) a taxação das compras internacionais com valor de até US$ 50 em 20%. Agora, o projeto vai para a sanção do presidente Lula.

Uma votação em separado, somente em relação à “taxa das blusinhas”, precisou ser feita no Senado. Isso porque o relator, Rodrigo Cunha (Podemos-AL), havia excluído a medida do texto – o que inclusive chegou a zarpar as ações de varejistas nacionais na Bolsa na terça-feira. O governo, logo, propôs a retomada do imposto de importação sobre as vendas de lojas estrangeiras em destaque e se saiu vencedor na votação.

Com a votação no Senado e o comprometimento do governo de sancionar a proposta, as varejistas domésticas têm um maior refrigério. Cabe ressaltar que o novo imposto de importação se soma à alíquota de 17% do ICMS já cobrada sobre compras em plataformas submetidas ao Remessa Conforme, levando o preço final ao consumidor a subir 45%, assumindo que não sejam cobrados custos de frete. As compras supra de US$ 50 continuam sujeitas a alíquota de 60% do imposto.

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Conforme destacou a XP no término de maio, na ocasião da aprovação do projeto pela Câmara,a notícia é positiva para as varejistas de vestuário de média renda uma vez que C&A (CEAB3), a dona do Riachuelo Guararapes (GUAR3) e a Lojas Renner (LREN3), além de players de transacção eletrônico uma vez que Grupo Casas Bahia (BHIA3) e Magazine Luiza (MGLU3), pois traz um refrigério para o cenário competitivo versus AliExpress, Shein e Shopee.

No entanto, avalia, o novo imposto ainda não é suficiente para fechar a vazio em relação aos players locais, já que o IDV (Instituto de Desenvolvimento do Varejo) defendeu um imposto de importação de 60%, observando que os players locais estão sujeitos a uma trouxa tributária entre 70-110%.

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“Outrossim, a Temu deve ser lançada no Brasil em breve, com seu poder de investimento sendo um fator competitivo suplementar”, apontam os analistas setoriais da XP.

O Santander também ressaltou que a novidade lei é particularmente importante para moderar a agressividade de novos participantes uma vez que a Temu, destacando também o Mercado Livre (MELI34) uma vez que um beneficiário.

A Genial Investimentos ressaltou que, com a decisão, aparentemente estava se encaminhando o final “dessa saga infinita” sobre o tema. “Porquê a redução da trouxa tributária para o varejo pátrio estava completamente fora da discussão, a aprovação da taxa de importação pode ajudar a reequilibrar as cartas do jogo entre os transfronteiriço e empresas locais – uma vez que empresas estrangeiras se beneficiavam da mão-de-obra mais barata e regras tributária mais brandas. Mais vale um pássaro na mão do que dois voando!”, apontou a vivenda de estudo.

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Além das varejistas citadas, o Bradesco BBI apontou uma tendência ligeiramente positiva para algumas das empresas abrangidas pela sua cobertura uma vez que os fabricantes de chinelos Alpargatas (ALPA4) e Grendene (GRND3), muito uma vez que a Petz (PETZ3), que vende acessórios para animais de estimação.

“Estas categorias de produtos estão sofrendo por conta de uma maior concorrência devido a um maior número de consumidores que compram substitutos a preços mais baixos nos mercados internacionais. Neste contexto, um aumento dos impostos sobre essas importações deverá nivelar as condições de concorrência e estimular a venda de produtos nacionais”, avalia.

Globalmente, considera que a Petz é a mais afetada positivamente, ao passo que o imposto não deverá ser um grande fator de mudança para a Alpargatas e a Grendene, tendo em conta que a sua sólida notoriedade da marca e a preferência dos clientes já constituíam uma barreira à ingressão de marcas internacionais.

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