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Balança do agro com Argentina fica favorável ao Brasil – 19/10/2023 – Vaivém

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Pela primeira vez, o Brasil poderá fechar o ano com exportações de vitualhas superiores às importações feitas na Argentina. Até setembro, os brasileiros venderam o correspondente a US$ 2,51 bilhões para os argentinos, um valor 206% superior ao de igual período do ano pretérito.

Já as importações nacionais recuaram para US$ 2,46 bilhões, 23% a menos do que em igual período do ano pretérito, conforme dados da Secex (Secretaria de Negócio Exterior).

Safra recorde no Brasil e seca intensa na Argentina provocaram essa inversão de posições na balança mercantil de vitualhas entre os dois países. Tradicionalmente dependente do trigo prateado, os brasileiros vêm obtendo safras recordes na produção desse cereal. Em 2019, a produção brasileira era de 5,1 milhões de toneladas. No ano pretérito, atingiu 10,5 milhões, volume que deverá ser obtido também neste ano.

Com isso, as importações brasileiras de trigo prateado, que normalmente atingem 4 milhões de toneladas no reunido do ano até setembro, está em exclusivamente 1,74 milhão em 2023.

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O Brasil também está importando menos arroz dos argentinos. Nos nove primeiros meses do ano pretérito, foram 81 milénio toneladas. Neste ano, o volume está em 42 milénio. Há uma dez, as importações do cereal da Argentina somavam US$ 100 milhões, um valor muito superior aos US$ 26 milhões deste ano.

O Brasil avançou também na produção de milho, e praticamente reduziu a submissão da Argentina. Neste ano, foram exclusivamente 417 toneladas compradas no país vizinho. Há duas décadas, o volume atingia 1,6 milhão de toneladas.

A Argentina vive um ano atípico, devido às adversidades climáticas. O país produziu muito menos soja e milho do que esperava, sendo obrigado a gabar as importações para consumo interno e para executar contratos externos.

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Neste ano, os argentinos já adquiriram 3,82 milhões de toneladas de soja do Brasil, um volume muito superior às 289 milénio de 2022. Deixaram no país US$ 1,93 bilhão.

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Devido à situação econômica, reduziram em muito as importações de carnes do Brasil. Neste ano são 16 milénio toneladas, muito aquém das 41 milénio de janeiro a setembro de 2022. As compras se resumiram à músculos suína, dos quais volume somou 13 milénio toneladas.

Do lado do Brasil, continua a submissão do leite e de derivados do país vizinho. Neste ano, as importações já atingem 107 milénio toneladas, 50% a mais do que no ano pretérito.

Trigo A produção vernáculo deste ano deverá permanecer em 10,5 milhões de toneladas, conforme novidade estimativa da consultoria StoneX. Esse volume é 5,4% aquém do previsto anteriormente.

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Clima As condições climáticas vão afetar as produções do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além de interferir também na do sul do Paraná.

Exportações Com isso, o país terá menos trigo para exportar e aumentará o volume das importações para 4,9 milhões de toneladas, estima a StoneX.


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