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O que dizer para mulheres e pessoas que estão revoltadas?
Que a revolta é legítima e necessária. Mas que ela não deve nos paralisar. Essa decisão dói, e dói em todas nós. Mas ela também mostra o quanto já avançamos: há poucos anos, esse tipo de denúncia sequer seria levado a sério. Hoje, ela mobiliza o mundo, muda protocolos, amplia o debate público. Dizer que estamos perdendo tudo seria ignorar as vitórias que construímos com muito esforço. A cada vez que uma mulher rompe o silêncio, a cada vez que exigimos respostas das instituições, estamos forçando mudanças.
É possível ser otimista mesmo diante de decisões como essa?
Sim — desde que seja um otimismo com os pés no chão. Eu sou do pessimismo da razão e do otimismo da vontade. É preciso ter paciência histórica. Avançar nesse campo é um processo lento, muitas vezes doloroso, mas irreversível. O otimismo aqui não é ingenuidade; é insistência. Porque se a gente desistir, o retrocesso vence. E não vamos entregar isso de graça. Essa decisão não anula tudo o que foi conquistado com esse caso. Ela nos mostra por onde devemos seguir lutando.
Como devemos nos organizar para seguir buscando o direito a uma vida digna sem que nossos corpos sejam invadidos?
Precisamos continuar fortalecendo nossos espaços de escuta, apoio e mobilização. Precisamos cobrar das instituições que estejam à altura do que vivemos. Que a justiça diga, com clareza: o que seria prova suficiente? Como ela entende consentimento? Que as decisões judiciais sejam pautadas por uma compreensão real da violência. Também precisamos cuidar umas das outras, criar redes, exigir políticas públicas e mudanças concretas. Não há caminho fácil, mas há caminho. E ele se faz com organização, solidariedade e coragem. Porque o que está em jogo é o direito de viver — com dignidade, com autonomia, com o corpo e a palavra respeitados.
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