Março 27, 2025
Dólar em queda, Bolsa em subida: por que o exposição de Powell animou o mercado brasiliano?

Dólar em queda, Bolsa em subida: por que o exposição de Powell animou o mercado brasiliano?

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Durante toda a manhã desta quinta-feira (19), o mercado brasiliano estava “vacilante”, à espera do exposição de Jerome Powell, presidente do Federalista Reserve, marcado para às 13h (horário de Brasília).

A expectativa era subida pela enunciação do chair do Fed, em meio ao recente cenário turbulento e com ele e seus colegas do banco medial em aparente consonância para manter os juros básicos dos EUA em sua próxima reunião, daqui a duas semanas, mas com uma incerteza ainda grande sobre o que acontecerá depois disso.

Neste sentido, o mercado analisou com lupa o texto do exposição de Powell, que trouxe algumas manchetes a princípio consideradas mais “hawkish” (de preocupação com a inflação, indicando aperto monetário prolongado), mas que, num contexto universal, trouxe sinalizações mais dovish (a princípio de manutenção de taxa de juros).

Com isso, às 14h07 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,84%, a 115.018 pontos, enquanto o dólar mercantil caía 0,51%, a R$ 5,028 na compra e R$ 5,029 na venda.

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“O dólar passou a tombar posteriormente os comentários de Powell nesta quinta-feira. Ele manteve seu exposição de que novos aumentos na taxa de juros são possíveis, tendo em vista o possante propagação da economia e seu impacto sobre a inflação. No entanto, seu exposição foi marcado por falas pacifista. Ele observou que havia evidências de um esfriamento no mercado de trabalho dos EUA e que os eventos geopolíticos em Israel haviam criado novas ‘incertezas e riscos’”, destaca Eduardo Moutinho, exegeta de mercado da Ebury.

Assim, Powell apontou que o banco medial americano está “procedendo com zelo” ao calcular a premência de quaisquer outros aumentos nas taxas.

“Powell também ecoou a retórica de outros membros do Fomc, dizendo que os rendimentos mais altos do Tesouro restringiram as condições financeiras, ou seja, diminuíram a pressão sobre o Fed para continuar aumentando”, avalia Moutinho. Assim, destacou, a verosimilhança implícita de outro aumento de juros pelo Fed caiu para 42%, perante 60% na terça-feira.

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Powell também apontou que as autoridades do banco medial dos Estados Unidos estão agindo com cautela em relação à política monetária agora, depois de aumentos agressivos da taxa de juros no ano pretérito, para dar tempo para que condições mais rígidas desacelerem a economia e a inflação.

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“Uma das razões pelas quais desaceleramos significativamente nascente ano é dar tempo para que a política monetária funcione”, disse ele no Economic Club of New York. “Temos que usar nossos olhos, um pouco de gestão de risco e paciência para diminuir o ritmo e prometer que estamos vendo todos os efeitos.”

Cabe evidenciar que exposição de outros integrantes do Fed estão no radar. Na segunda-feira (16), Patrick Harker, presidente do Fed da Filadélfia, disse que os juros deverão permanecer “mais altos, por mais tempo” (“higher for longer”), uma sentença que se tornou um mantra dos diretores do Fed nas últimas semanas, aponta a Levante.

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No entanto, avalia a equipe de estudo, há discordâncias. Na quarta-feira (18), Christopher Waller, um dos membros do Fomc, defendeu uma pausa no aumento dos juros no limitado prazo, para olhar mais indicadores econômicos. Waller disse que o Fed pode “esperar, observar e ver” antes de continuar nas taxas.

Para Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, o exposição do presidente do Fed, Jerome Powell, realizado no início da tarde no Economic Club of New York não ajudou muito para iluminar mais o que pode vir em termos de decisão.

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O perito destaca que mais uma vez foi enfatizado o cenário de desaceleração gradual da atividade econômica e da inflação. Reconheceu também um maior aperto nas condições financeiras do país. Novamente foi mencionado a preceito de trazer a inflação para a meta e o zelo de observar um conjunto vasto de dados para orientar as decisões.

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“Dissemelhante da última reunião, está mais difícil fincar previamente se vai ou não ter novo aumento de juros em novembro. Arriscaria expressar que se a reunião fosse hoje a verosimilhança de manutenção seria maior. Mas tem muita coisa para suceder até o final do mês, particularmente com relação aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Se permanecer evidente que a oferta de petróleo vai suportar de forma expressiva pode ter maior pressão para mais uma elevação”, aponta.

Porém, Igliori aponta que o cenário mostra que o mercado está prestes a virar o debate, deixando de olhar tanto para o nível final da taxa e se preocupando mais com quanto ela precisará permanecer nos níveis atuais.

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(com Reuters)

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