Enquanto a gente ainda está num esforço para levar o acesso à internet a todas as escolas do Brasil, e isso ainda é mais deficiente nessas escolas pequenas, do interior, das áreas rurais, da rede municipal de ensino, a gente já tem que lidar com outro problema que é o oposto, que é o excesso de acesso, que é o excesso de dispersão, de perda de foco, de perda da atenção dos alunos provocada justamente pelo acesso à tecnologia.José Roberto de Toledo, colunista do UOL
Além disso, o levantamento apontou que mais escolas passaram a limitar o uso do Wi-Fi pelos estudantes.
A maioria (58%) das instituições de ensino fundamental e médio tem acesso a esse tipo de rede sem fio com uso de senha.
Em 2023, em 26% destas escolas os alunos podem usar a tecnologia. Queda de 12%, quando na pesquisa de 2020, 35% dos alunos poderiam usar o recurso de rede.
A proporção de escolas que aumentaram a restrição de acesso subiu de 48% em 2020 para 58% em 2023
A maior contradição que eu vejo não é só no celular, mas também aumentou a restrição ao uso do próprio wi-fi da escola. Em 58% das escolas do ensino fundamental em médio, com acesso à internet, claro, o uso do wi-fi é restrito pelo uso de senhas e só 26% das escolas permitem o uso do wi-fi livremente sem nenhum tipo de controle. E houve uma diminuição na proporção das escolas que liberam o wi-fi para os alunos. Era 35% em 2020, caiu para 26% em 2023, uma queda de 9 pontos percentuais.José Roberto de Toledo, colunista do UOL