Abril 6, 2025
Equipa da USAID despedida enquanto prestava assistência humanitária na Birmânia | Birmânia

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Três trabalhadores da USAID, a agência norte-americana de ajuda externa, foram despedidos enquanto prestavam assistência humanitária na Birmânia, na sequência do terramoto que atingiu a região, revelou uma antiga responsável da agência, ilustrando como o desmantelamento da ajuda externa desencadeado pela administração Trump afecta a resposta a catástrofes.

Depois de viajarem para o país do sudeste asiático, os três trabalhadores humanitários foram informados, no final desta semana, que seriam despedidos, disse à Reuters Marcia Wong, ex-funcionária da agência norte-americana de ajuda externa.

“Esta equipa está a trabalhar arduamente, para conseguir fazer chegar ajuda humanitária às pessoas com dificuldades. E, depois, recebem a notícia sobre o seu iminente despedimento. Como é que isto não é desmoralizante?”, questionou Wong, antiga administradora adjunta do Gabinete de Ajuda Humanitária da USAID.

O governo do Presidente Donald Trump comprometeu-se a disponibilizar pelo menos nove milhões de dólares (mais de oito milhões de euros) para a Birmânia, após o país ter sido atingido por um terramoto de magnitude 7,7 que matou mais de 3300 pessoas. No entanto, os cortes maciços da administração na USAID têm dificultado a capacidade de resposta da agência. Em contraste, a China, a Rússia, a Índia e outros países apressaram-se a prestar assistência.

A administração Trump decidiu despedir quase todos os funcionários da USAID nas últimas semanas, no seguimento dos cortes promovidos pelo Departamento de Eficiência Governamental, gerido por Elon Musk.

Os três trabalhadores da USAID têm estado a dormir nas ruas em zona sísmica, disse Wong, acrescentando que as suas rescisões vão entrar em vigor dentro de alguns meses. Os habitantes da região têm estado a dormir no exterior por temerem réplicas e novos desmoronamentos de edifícios. Wong adiantou ainda que está em contacto com os restantes funcionários da USAID e que soube das rescisões após uma reunião com todos os trabalhadores, esta sexta-feira.

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Os antigos funcionários da USAID dizem que a maioria das pessoas que coordenariam a resposta humanitária foram despedidas, enquanto outros parceiros viram os respectivos contratos cessarem.

O Departamento de Estado dos EUA não comentou imediatamente a situação. Ainda assim, o secretário de Estado Marco Rubio rejeitou, esta sexta-feira, as críticas de que Washington respondeu lentamente ao terramoto de 28 de Março porque a USAID foi desmantelada. No entanto, admitiu aos jornalistas em Bruxelas que a Birmânia não é “o sítio mais fácil para trabalhar”, afirmando que a junta militar não gosta dos Estados Unidos.

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As Nações Unidas afirmaram inclusive que o governo da Birmânia estava a limitar a ajuda humanitária. Rubio salientou também que os Estados Unidos vão deixar de ser o principal doador de ajuda humanitária do mundo, apelando a outras nações ricas para reforçarem a ajuda nesta região.

Número de mortos na Birmânia aumenta

O vítimas mortais do terramoto tem vindo a aumentar ao longo dos dias, registando-se até ao momento 3354 mortos. Prevê-se que este número chegue aos cinco mil. As autoridades contabilizam ainda 4850 cidadãos feridos e outros 220 desaparecidos. As equipas de resgaste, que incluem 16 equipas internacionais, conseguiram resgatar 653 pessoas com vida e ainda continuam à procura de desaparecidos.

O terramoto aconteceu no dia 28 de Março e danificou estradas, pontes, aeroportos e edifícios na Birmânia. As equipas de resgate de vários países começaram a prestar assistência logo no dia seguinte.

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