Junior Lima abriu o jogo sobre os momentos difíceis que viveu em seguida o término da dupla com a mana, Sandy, depois de 17 anos de parceria. O músico admitiu que teve síndrome do pânico e princípio de depressão ao se ver sozinho e sem saber que rumo seguir profissionalmente.
O rebento de Xororó foi o convidado de Ana Maria Braga no Mais Você de Natal, nesta segunda-feira (25). Na entrevista, gravada anteriormente, ele não escondeu que demorou a se desvendar porquê cantor –enquanto Sandy amadureceu rápido, ele preferiu se destinar a aprender instrumentos e a fazer arranjos e produção músico.
“Quando você é jovem, não existia muito a consciência, eu tinha uma cabeça de moleque, sem uma estrutura psicológica para mourejar com as coisas que a gente tinha de mourejar”, confessou Junior, que tinha 23 anos quando se separou da mana.
“Eu tive um princípio de depressão, tive síndrome do pânico, foi uma tempo muito difícil, de muita estudo, para poder superar e entender o que estava acontecendo comigo. Pra mim, eu era pessoa que estava muito muito, levava as coisas com leveza. E aí de repente veio tudo de uma vez”, disse ele.
Apesar disso, ele encara os momentos difíceis porquê alguma coisa positivo. “Na dor a gente tem uma oportunidade de evolução muito grande. Foi muito importante. Hoje, olhando pra trás, vejo que tudo teve um papel fundamental na minha formação. E aí acabou que juntando tudo cheguei nesse momento que estou.”
Ele lembrou que a teoria de seguir caminhos distintos não foi muito discutida e que os dois chegaram a essa peroração quase que ao mesmo tempo. “Pra gente, ali, nas internas, foi uma coisa que foi crescendo dentro da gente. E quando a gente viu, era uma vontade grande, que a gente nem tinha falado sobre, mas quando falou foi meio que ‘é isso’. Não sei se por uma coincidência, mas foi no mesmo momento pros dois, o que foi ótimo.”
“Foi difícil entender que era isso que estava acontecendo dentro da gente, mas a partir do momento que veio meio que esse estalo, essa revelação, a gente tinha uma certeza muito grande de que a gente estava fazendo o movimento visível”, ressaltou. “Eu não imaginava o que viria pela frente, mas hoje, olhando pra trás, eu acho que a gente estava certinho.”
Ana Maria questionou se ele teve temor de se separar de Sandy. “Deu uma certa instabilidade, que me acompanhou por muitos anos. Mas acho que foi importante a gente se desfazer desse trabalho, da dupla, pra poder furar espaço nas nossas vidas pra outras coisas. Acho que você precisa liberar espaço mesmo pra poder deixar que outras coisas aconteçam”, refletiu.
“E a gente tinha muitas vontades, e a gente já estava percebendo uma personalidade dissemelhante artisticamente mesmo, o que é oriundo. Portanto existia essa premência desse rompimento pra que a gente pudesse realizar essas outras vontades”, apontou o músico.
“De lá para cá foi um caminho referto de aventuras, alguns altos e baixos de vida e de cabeça, mas foi muito bom pra construção da minha maturidade, da minha vida adulta. Porque eu acho que a gente vivia tanto o nosso trabalho que não dava nem tempo de sentir muitas coisas”, resumiu.
Junior também contou que sofria com as comparações que faziam entre ele e Sandy, mesmo quando ainda eram parceiros. “Quando você tem um trabalho em dupla, as pessoas tendem a precisar criticar um pra elogiar o outro. Isso acontece comigo até hoje”, começou.
“Quando a gente fez o reencontro, que para mim, artisticamente, foi muito lítico, eu pude me perceber numa tempo mais adulta, realizando o mesmo trabalho de um outro lugar. Mas, mesmo nesse momento, as pessoas para me elogiar, falavam mal da minha mana.”
Por termo, Junior ainda apontou que era uma loucura que ele tivesse assumido tantos compromissos profissionais quando tinha exclusivamente seis anos. “Era um ritmo muito maluco. A gente assumiu compromissos, contratos, desde muito pequeno. Meu rebento mais velho (Otto) tem seis anos. Nessa tempo, eu já estava gravando o primeiro disco, começando a preparar o primeiro show, é alguma coisa muito maluco de pensar.”