Março 28, 2025
O estudo revela que o núcleo interno da Terra parou de girar

O estudo revela que o núcleo interno da Terra parou de girar

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Pesquisadores da Universidade de Pequim, China, identificaram mudanças no movimento central interno da Terra.

De acordo com os dados analisados, o núcleo pode ter diminuído, detido e iniciado um movimento de rotação na direção oposta da superfície do planeta.

A pesquisa, publicada na revista Geociência da naturezaFoi baseado na análise de dados sísmicos registrados entre 1990 e 2021.

Os cientistas compararam as variações no tempo para espalhar as ondas sísmicas geradas por terremotos que cruzaram o núcleo, observando padrões que sugerem alterações cíclicas em sua rotação.

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Mudança de comportamento apresentada no núcleo interno após 2009

De acordo com os sismologistas envolvidos no estudo, até 2009, o núcleo interno ficou um pouco mais rápido que a superfície da Terra.

A partir deste ponto, foi observada uma desaceleração no movimento, seguida pela evidência de uma possível parada temporal e início da rotação na direção oposta.

Os pesquisadores dizem que um fenômeno semelhante pode ter ocorrido na década de 1970.

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Estrutura e dinâmica do núcleo da Terra

O núcleo interno é uma esfera sólida composta principalmente para ferro e níquel. É cercado por um núcleo externo líquido, cujo movimento gera o campo magnético do planeta.

A rotação interna do núcleo é influenciada por esse campo magnético, bem como pelas interações gravitacionais com a camada terrestre.

O estudo indica que os desequilíbrios nessas forças podem causar variações periódicas na rotação do núcleo.

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Essa hipótese já havia sido considerada em investigações anteriores, mas os dados recentes fortalecem evidências de comportamento cíclico com possíveis impactos nos fenômenos geofísicos.

Variações na duração do dia e outros efeitos possíveis

Alterações na rotação do núcleo podem causar efeitos colaterais na superfície do planeta. Um dos pontos pendentes do estudo é a relação entre essas oscilações e mudanças mínimas ao longo do dia da Terra.

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Essas variações, de acordo com os autores, ocorrem na escala de milissegundos, mas são detectáveis ​​por instrumentos de alta precisão.

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Outros efeitos potenciais incluem influências no campo magnético terreno. Como o campo é gerado pelo movimento de materiais no núcleo externo, qualquer alteração no comportamento do núcleo interno pode modificar seu padrão.

Esse campo atua como um escudo contra as partículas carregadas com o sol e influencia o funcionamento dos sistemas de comunicação e navegação.

Possíveis implicações para processos geológicos

O estudo também levanta hipóteses sobre impactos indiretos na dinâmica interna do planeta. As interações entre o núcleo e a camada podem afetar o movimento de placas tectônicas, atividade sísmica e outros processos geológicos.

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No entanto, os pesquisadores indicam que ainda são necessários estudos adicionais para estabelecer relações diretas entre a rotação do núcleo e esses fenômenos.

Segundo os autores, o objetivo da investigação é expandir o entendimento dos mecanismos que governam o interior da terra.

“As variações observadas fazem parte de um processo natural que ocorre em longas escalas temporárias. Compreender esse comportamento é essencial para melhorar a dinâmica terrestre”, disseram os cientistas em comunicado publicado no estudo.

Após as etapas de pesquisa

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Os pesquisadores planejam expandir a análise com novos dados sísmicos nos últimos anos para confirmar a continuidade do ciclo identificado.

A equipe também pretende investigar a correlação entre a rotação do núcleo e outros fenômenos observados na superfície do planeta, como variações no campo magnético e alterações na atividade sísmica regional.

Especialistas independentes indicam que, embora as conclusões ainda estejam em um estágio preliminar, a investigação contribui para o avanço para entender a estrutura interna da Terra.

A detecção de ciclos de rotação do núcleo pode fornecer novos parâmetros para estudos geofísicos, com aplicações na previsão de mudanças naturais de longo prazo.

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O estudo expande o conhecimento sobre a relação entre os componentes internos do planeta e reforça a importância do monitoramento contínuo dos sinais sísmicos como uma ferramenta para investigar a dinâmica terrestre.

Fonte

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