Março 28, 2025

Santa Rita de Cássia – CNBB

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Dom Orani João, Cardeal Tempesta
Vigário de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

Celebramos no dia 22 de maio a memória litúrgica de Santa Rita de Cássia, uma santa muito popular e conhecida por todo o povo por ser a Santa das causas urgentes e impossíveis. Santa Rita sempre acreditou que Deus faria grandes coisas em seu obséquio e em prol de sua família. Santa Rita de Cássia é um exemplo para nós de perseverança na prece, pois rezou ao longo de toda a vida pela conversão do marido e dos filhos. Por isso, perseveremos na prece, que no momento notório a perdão vem.

Santa Rita de Cássia é celebrada num mês próprio para a Igreja, que é o mês mariano, e por coincidência ou não, é a santa das rosas. No dia devotado a ela oferecemos rosas, ao final da Santa Missa cada leal oferece uma rosa aos pés de Santa Rita e faz um pedido. Normalmente aquele pedido que parece impossível e se tornará por intercessão de Santa Rita, verosímil.

As Igrejas dedicadas a Santa Rita de Cássia costumam lotar nesse dia devotado a ela, pois, conforme dissemos ela é uma santa bastante popular. Se verosímil, participe da missa nesse dia devotado a Santa Rita e reze com fé pedindo que ela interceda junto de Deus por você e sua família. Santa Rita de Cássia é considerada a advogada das causas impossíveis conforme é dito na prece dedicada a ela.

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Rita de Cássia nasceu em 1381, em Roccaporena, no cimo das montanhas, perto de Cássia, região de Umbria, na Itália. Era filha de Antonio e de Amata Ferri, parelha de muita prece e de quem todos gostavam. Eles não sabiam nem ler e nem redigir, mas ensinavam à filha o principal, a fé em Jesus Cristo e em Nossa Senhora. Eles contavam também sobre a história dos santos e santas, o que contribuiu muito para a sua formação.

Santa Rita tinha, desde pequena, o libido de ser religiosa e de entregar sua vida de maneira totalidade a Deus. Mas, isso só irá sobrevir anos mais tarde, em seguida permanecer viúva e perder seus filhos. Antes de ser religiosa, ela passou por algumas tribulações da vida familiar e rezou bastante por sua família. Seus pais queriam que ela se casasse e lhe arranjaram um marido, uma vez que era uso na quadra.

O marido escolhido foi Paolo Ferdinando, não foi uma boa escolha, pois Paolo era infiel ao matrimônio e tinha o hábito de ingerir demais e ser violento. Por pretexto dele, Santa Rita sofreu muito por dezoito anos, período em que foram casados. Eles tiveram dois filhos, e Rita sempre teve muita paciência e resignação em todo o período de sofrimento. O que sempre ajudou Santa Rita foi a grande fé que ela tinha e por sempre crer que Deus reservava grandes coisas para ela.

Apesar do sofrimento, ela nunca deixou de rezar por ele e por sua conversão, com o passar do tempo e com a prece persistente de Rita, ela conseguiu transformar aquele varão rude e bruto. Paolo se converteu e mudou a sua vida conjugal de uma forma muito grande, tanto que as amigas de Rita vinham lhe pedir conselhos. Vinham lhe perguntar uma vez que ela fez para transformar aquele varão, e ela diz que não tem sigilo nenhum, a não ser pela prece.

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Paolo, apesar de convertido, havia deixado na cidade algumas rixas e inimizades e alguns grupos tramavam se vingar. Dessa forma, um dia ele saiu para trabalhar e não voltou mais, Santa Rita sentiu em seu coração que um tanto de pior deveria ter realizado, no dia seguinte ele foi encontrado morto, tinha sido assassinado, e, os dois filhos de Santa Rita queriam vingar a morte do Pai. Santa Rita rezava a Deus para que não deixasse eles cometerem tal ato, que seria um vício mortal. Logo os dois ficaram muito doentes, de forma irremediável, antes deles morrerem, Santa Rita rezava com eles e ajudou os dois a se converterem, ao paixão de Deus e ao perdão. A perdão foi tão grande que eles conseguiram perdoar os assassinos do Pai e morreram.

Cá podemos observar que a partir da persistência da prece e dos joelhos dobrados ao soalho, Deus ouvia as preces aflitas de Santa Rita e lhe atendia. Os seus filhos não precisaram sujar as mãos se vingando da morte do pai, mas morreram por serem acometidos por uma doença grave. Além de Deus não permitir que eles se vingassem da morte do pai, ainda perdoaram os assassinos. Por isso, ela é a santa das causas impossíveis e nos ensina a sermos perseverantes na prece até o termo.

A morte dos filhos de Santa Rita mudou esssa manante de ódio e vingança que poderia provocar muitos sofrimentos e mortes. Depois a morte dos dois Santa Rita teve a certeza de que eles estavam no firmamento. Dessa forma, a persistência da prece de Santa Rita tinha valido a pena.

A partir do momento em que Santa Rita se vê sozinha, viúva e sem os filhos, ela volta a nutrir em seu coração aquele libido que tinha no coração desde a puerícia, ou seja, servir a Deus mais de perto, através da vida religiosa. Por isso, Santa Rita começa a rezar diante do Senhor para que essa perdão acontecesse em sua vida.

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Santa Rita, estando sozinha, quis entrar para o Convento das Agostinianas, as irmãs, porém, tinham muitas dúvidas a saudação da sua vocação, pois não sabiam se era verdadeiramente o libido dela, ou porque havia ficado viúva. Porquê o marido havia sido assassinado e os filhos morrido de peste, por tudo isso, as irmãs não quiseram concordar Rita. Porquê toda e qualquer vocação é preciso primeiro ser trabalhada e entender se realmente é da vontade de Deus, mas no caso de Santa Rita era, porém as irmãs iam com cautela.

Certa noite, enquanto dormia, Rita teve um sonho e nesse sonho ouviu o Senhor a chamando pelo nome três vezes. Ela abriu a porta e estavam ali São Nicolau, São Francisco e São João Batista, eles pediram que ela os seguisse e depois de andarem um pouco pelas ruas os santos desapareceram e Rita sentiu um suave empurrão. Ela caiu em êxtase e, de repente, quando voltou a si, estava dentro do mosteiro e o mosteiro estava com as portas fechadas, ou seja, Deus operou um milagre na vida de Santa Rita e a colocou dentro do mosteiro. Com isso, as freiras não puderam lhe negar a ingressão, pois entenderam que se tratava de uma obra divina. Rita viveu ali por quarenta anos.

Um dos milagres atribuídos a Santa Rita é que a matriz a superiora do convento duvidando da vocação de Rita de Cássia, mandou que ela regasse um pedaço de madeira seca que estava no jardim do convento, ela deveria fazer aquilo por um ano, Rita obedeceu com paciência e paixão. Depois de um ano, para a surpresa de todos, o milagre aconteceu, aquele pedaço de madeira sequioso se transformou numa bela videira que dá uvas até hoje.

Um outro milagre atribuído à Santa, é que ela pediu a Jesus, orando aos pés da Cruz, que pudesse sentir um pouco da dor que Ele sentiu em sua crucificação. Logo, um dos espinhos da grinalda de Jesus cravou-se em sua cabeça, e Santa Rita sentiu um pouco daquela dor terrível que Jesus havia sentido. O espinho fez uma ferida na testa de Santa Rita, de tal forma que ela tinha que permanecer distante das outras irmãs. Com isso, ela intensificou as suas orações e jejuns. Santa Rita ficou com a ferida por quinze anos, teve um único momento que a ferida foi curada, quando a mana foi a Roma, no ano santo, porém quando voltou ao mosteiro a ferida se abriu novamente.

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No dia 22 de maio de 1457, o sino do convento começou a tocar sozinho, anunciando a passagem de Santa Rita para a perpetuidade que estava com 76 anos, sua ferida havia cicatrizado e seu corpo começou a exalar cheiro de rosas. Uma madre chamada Catarina Mancini, que tinha um braço paralisado, ao abraçar Santa Rita em seu leito de morte, ficou curada. Esse já era o terceiro milagre atribuído a Santa Rita. No lugar da ferida que ela tinha na testa apareceu uma mancha vermelha que exalava um perfume celestial que encantou a todos. Logo apareceu uma poviléu para vê-la. Logo tiveram que levar o seu corpo para a Igreja e lá está até hoje, exalando suave perfume, que a todos impressiona.

Santa Rita de Cássia, foi beatificada no ano de 1627, em Roma, pelo Papa Urbano VIII. Sua canonização ocorreu em 1900, no dia 24 de maio, pelo Papa Leao XIII e sua sarau ficou fixada no calendário no dia 22 de maio de cada ano.

Um trajo histórico precisa ser assinalado: o primeiro templo devotado a Santa Rita de Cássia no Brasil foi construído em nossa arquiepiscopal cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, no meio da cidade. O terreno foi comprado em 1718. A pedra fundamental foi lançada em 1719. Em 1721 o parelha Antonia Maria e Manoel Nascente Pinto doa o terreno para a Mitra Arquiepiscopal. A ereção da Paróquia Santa Rita no meio do Rio de Janeiro observou as seguintes datas: sede de freguesia por provimento de 9 de janeiro de 1749; desmembramento do território de Nossa Senhora da Candelária a 29 de janeiro de 1751, ereção em vigaria a 5 de maio de 1753, apresentação do primeiro pároco perpétuo, João Pereira de Araújo e Azevedo, no dia 29 do mesmo mês. Vale a pena saber esta maravilhosa Igreja no meio do Rio de Janeiro!

Recordemos também nesse dia de todos que tem o nome de Cássia, Cássio, Rita ou Rita de Cássia. Que Deus infunda no coração dessas pessoas a mesma fé que Santa Rita tinha e que possam perseverar até o termo. Celebremos com alegria a memória litúrgica de Santa Rita, e que ela seja um exemplo para nós de fé e persistência na prece. Temos que rezar sempre e pedir com fé aquilo que queremos que na hora certa a perdão virá. Santa Rita é considerada a santa das causas difíceis, entreguemos a ela todas as nossas causas e com fé alcançaremos de Deus o que for necessário para nossa santificação. Rezemos:

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Ó Poderosa e Gloriosa Santa Rita de Cássia, eis, a vossos pés, uma espírito desamparada que, necessitando de auxílio, a vós recorre com a gulosice esperança de ser atendida por vós que tem o título de Santa dos casos impossíveis e desesperados. Ó face Santa, interessai-vos pela minha pretexto, intercedei junto a Deus para que me conceda a perdão, de que tanto necessito, (fazer o pedido). Não permitais que tenha de me distanciar de vossos pés sem ser atendido. Se houver em mim qualquer tropeço que impeça de inferir a perdão que imploro, auxiliai-me para que o afaste. Envolvei o meu pedido em vossos preciosos méritos e apresentai-o a vosso sidéreo marido, Jesus, em união com a vossa prece. Ó Santa Rita, eu ponho em vós toda a minha crédito. Por vosso intermédio, espero tranquilamente a perdão que vos peço. Santa Rita, advogada dos impossíveis, rogai por nós.

Fonte

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