No Dia do Pai, uma data dedicada à celebração da figura paterna e ao reconhecimento do seu papel na sociedade, é imperativo refletir sobre um flagelo social que ameaço comprometer o horizonte das gerações vindouras: o estado das pensões em Portugal.
As projeções sombrias delineadas pela Percentagem Europeia são alarmantes e não podem ser ignoradas. Até 2070, estima-se que as pensões em Portugal sejam cada vez mais baixas, atingindo somente 41% do último salário para aqueles que se reformarem daqui a cinco décadas. Leste cenário representa um galanteio muito significativo em relação ao que é distribuído atualmente, colocando em risco a firmeza financeira e hipotecando o bem-estar dos pensionistas.
A ensejo atual é o resultado de uma combinação de fatores preocupantes. A baixa produtividade da economia portuguesa, a taxa de natalidade insuficiente e o envelhecimento demográfico são elementos que contribuem para a crise iminente no sistema de pensões. A esperança média de vida em subida, embora positiva em termos individuais, agrava ainda mais o desequilíbrio financeiro da Segurança Social.
Num contexto em que uma decisão política atinge níveis internacionais alarmantes, é crucial que os partidos políticos revertam leste quadro em nome do país. O bem-estar dos portugueses impõe união de esforços em torno de metas nacionais que visem a sustentabilidade do sistema de pensões. O incentivo à produtividade laboral e à geração de riqueza, o incentivo à natalidade e a implementação de políticas de integração imigratória são medidas essenciais para volver o cenário desolador que se avizinha.
A falta de consenso político e a discordância entre as confederações patronais revelam a dificuldade da situação. Enquanto os partidos políticos se desdobram em promessas, as soluções propostas, “vazias”, divergem e não oferecem as respostas estruturais que o problema exige.
A proposta de tributação sobre os lucros das empresas, defendida pela Confederação do Transacção e Serviços de Portugal, confronta-se com a resistência da Confederação Empresarial de Portugal, que tem o impacto negativo sobre o investimento em capital intenso em Portugal. Esta disputa revela a urgência urgente de encontrar um estabilidade entre a sustentabilidade financeira e o incentivo à atividade econômica.
Portugal enfrenta um momento decisivo, em que a responsabilidade e a união em torno de designs nacionais são imperativas para enfrentar os desafios que se avizinham. A postura de discrição máxima que a ensejo exige exige a assunção de compromissos que vão para além do espaço de tempo de uma legislatura.
É fundamental considerar, com sentido de humanismo, que a crise das pensões não afeta somente os idosos de hoje, mas compromete o horizonte das novas gerações. Sem uma mediação coordenada e estruturante, as decisões políticas de hoje irão reprovar os nossos filhos e netos a um horizonte de incerteza e precariedade financeira.
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