A elevação foi entregue pelo Primeiro Ministro, António Costa, e pelo Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva
O Governo português atribuiu a Medalha de Valor Cultural ao ator e humorista Herman José, em sinal de reconhecimento do inestimável trabalho de uma vida dedicada à televisão, à rádio e às artes do espetáculo ao longo de cinquenta anos, e em privativo pelo seu trabalho pioneiro porquê humorista incondicionalmente comprometido com a liberdade.
A protocolo de entrega da Medalha aconteceu esta terça-feira, 19 de março, na Residência Solene do Primeiro-Ministro, em São Bento.
Esta elevação acontece, porquê marcou o Primeiro-Ministro, António Costa, no ano em que Hérman José assinalou 50 anos da sua curso artística, o mesmo em que Portugal celebra 50 anos de democracia. “Herman José estabelece uma mudança histórica, dir-se-ia revolucionária, no tipo de humor que se fazia [antes de si] no nosso país. Rompendo com os cânones até portanto adotados, Hérman inventa verdadeiramente o humor moderno em Portugal”, disse António Costa. Os seus programas permitiram que a democracia saísse “da televisão a preto e branco” e ganhasse cor.
Figura sempar, engraçado notável e improvisador de destaque, “Herman José desempenhou em Portugal um papel pioneiro na apresentação humorística de espetáculos programas, na televisão e ao vivo. Uma vez que responsável, ator, apresentador, realizador ou produtor, participou numa grande variação de programas”, assinalou o Primeiro-Ministro.
Ao longo de sua curso, contribuiu também para o lançamento de sucessivas gerações de talentosos comediantes, tanto atores porquê autores. Dedicou-se ainda à música, porquê fundador e tradutor, e teve algumas participações no cinema, designadamente porquê protagonista de O Querido Lilás (de Artur Semedo, 1987). O seu trabalho pauta-se por uma enorme variação, por um largo espectro de intervenções criativas e por uma imaginação irrefreável.
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