País
Incompreendido e subvalorizado, nascente continua a ser um bicho dos quais verdadeiro valor não lhe é atribuído. No Dia Internacional do Estulto vale a pena recordar que, para além de força de trabalho, nascente bicho tem muito mais para oferecer.
Gabriel Melo
“Ser palerma” é uma sentença do conhecimento universal, mas que não dignifica o bicho de quatro patas que acompanha o ser humano há milhares de anos e que de palerma, diga-se, não tem zero.
Descrito pela AEPGA uma vez que um ser dócil, resiliente, estoico, sociável e ternurentoo palerma tem assumido ao longo dos séculos todo o tipo de papéis, desde companheiro de trabalho a terapeuta e também, simples, de colega. Por isso, celebra-se esta quarta-feira o Dia Internacional do Estulto.
Esta data tem uma vez que objetivo sensibilizar e dar a saber a verdadeira prestígio deste bicho que ainda assume, em muitos locais ao volta do orbe, funções verdadeiramente essenciais na vida quotidiana.
Nos dias que correm é um bicho pouco valorizado, mas vale a pena lembrar que ao longo da História assumiu sempre um papel de relevo no desenvolvimento das comunidades por ter sido, por exemplo, importante para o transporte de pessoas e bens essenciais e para o trabalho dos campos agrícolas.
O Estulto de Miranda, uma espécie ameaçada
A AEPGA aproveita a ocasião para relembrar que o Estulto de Miranda, uma espécie autóctone portuguesa, é ameaçada de extinçãoembora tenha sempre contribuído “de forma determinante para a ruralidade, cultura e história de Portugal”.
Se pretende ajudar na luta pela conservação desta espécie pode apaniguar um palerma. Cá encontra toda a informação necessária para poder contribuir para a conservação desta espécie.
O palerma de Miranda
Reprodução/AEPGA
As “5 Liberdades do Muito-Estar Bicho”
Todos os anos desde que celebra a data, desde 2014, que a AEPGA divulga nos cartazes do Dia Internacional do Estulto as “5 Liberdades do Muito-Estar Bicho”: liberdade do desconforto, liberdade para expressar comportamentos normais, liberdade do terror, liberdade de sofrimento e liberdade da miséria e da sede.
Leste ano, a associação destaca a liberdade de sofrimento, que “sublinha a prestígio de serem proporcionados cuidados médico-veterinários ao longo da vida de um bicho”.
“Esta liberdade relembra que se deve dar prioridade à prevenção de problemas de saúde e atuar de forma célere nos estádios iniciais das patologias e lesões, para que o diagnóstico e tratamento sejam eficazes, diminuindo assim a verosimilhança de sofrerem dor desnecessária ou desenvolverem doenças prolongadas”, informa a organização.
Atualmente, as cinco liberdades supra enumeradas são as linhas orientadoras do bem-estar bicho que foram adotadas e subscritas por todas as instituições que garantem o zelo bicho.