A Polícia Judiciária (PJ) de Leiria está a investigar a morte de um jovem de 25 anos que ocorreu na madrugada de domingo, em Fátima, na via pública, depois de ter sido esfaqueado. O esfaqueamento terá ocorrido na sequência de uma discussão entre um grupo de cidadãos estrangeiros, tendo sido feridos mais cinco indivíduos, três deles com seriedade, segundo apurou o PÚBLICO.
De negócio com a Lusa, o óbito do jovem foi confirmado no sítio, tendo o corpo sido transportado para o Gabinete de Medicina Legítimo de Tomar.
Segundo natividade do Comando Sub-Regional de Emergência e Protecção Social do Médio Tejo, o alerta foi oferecido pelas 1h13 horas para uma discussão de um grupo de pessoas com um esfaqueamento na via pública. Estiveram no socorro 22 operacionais, apoiados por 11 veículos dos bombeiros, Instituto Vernáculo de Emergência Médica (INEM), Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), GNR e Polícia Judiciária.
Já o coadunado de comando dos Bombeiros Voluntários de Fátima, André Maurício, também confirmou que foi por volta da 1h13 que viram um “aglomerado de pessoas numa discussão quase em frente ao quartel”, que fica a poucos metros do posto da GNR de Fátima. “Quando nos apercebemos de que havia uma vítima no soalho, deslocámo-nos ao sítio e accionámos os meios da ocorrência”, acrescentou, explicando que a vítima apresentava ferimentos de arma branca.
O presidente da Junta de Freguesia de Fátima, Humberto Silva, por sua vez, expressou preocupação com a instabilidade, na sequência da morte de um imigrante na madrugada de domingo em seguida uma discussão na via pública. “Eu sinto-me preocupado. Somos uma cidade turística, os turistas [que] vêm a Fátima e os peregrinos [que] vêm a Fátima gostam de sossego, sentem-se cá muito”, afirmou Humberto Silva, manifestando tribulação com “estas perturbações”.
Humberto Silva adiantou ainda existirem vídeos nos quais é verosímil ver “em plena rua” pessoas “a passarem no meio das esplanadas” e, embora já fosse tarde, “mesmo assim, ainda estavam pessoas nas esplanadas”.
Num dos dois vídeos a que a Lusa teve chegada, alegadamente relativos aos incidentes na madrugada de domingo, vê-se tapume de 30 pessoas a correrem na rua Jacinta Marto, algumas das quais munidas de paus. “Estou preocupado com esta situação. Começamos a ser a cidade dos tumultos”, reiterou o autarca, sublinhando que já ocorreram outros episódios, “mas não com esta seriedade”.
O autarca alega que estas situações já foram reportadas à Guarda Vernáculo Republicana (GNR) e Polícia Judiciária (PJ). Para o autarca, as condições em que vivem os imigrantes podem potenciar conflitos. “Viverem 30 pessoas numa morada com capacidade para cinco ou seis, já se sabe porquê é que é”, referiu Humberto Silva.