Depois de a lei da paridade ter sido revista em 2019, passando a fixar em 40% o percentual mínimo de cada um dos sexos nas listas eleitorais, os resultados das legislativas de 2022 já tinham ficado aquim: as 85 eleitas representavam 37,0% do parlamento.
De congraçamento com os resultados provisórios das legislativas de domingo divulgados pelo Ministério da Gestão Interna, quando faltam descrever somente os votos dos círculos da Europa e Fora da Europa (quatro mandatos no totalidade), essa meta ficou agora mais longe.
Entre os nove partidos com representação no Parlamento na próxima legislatura, foram eleitas somente 76 mulheres.
Além do PAN, que elegeu uma vez que única deputada Inês Sousa Real, o Conjunto de Esquerda (BE) é o partido com maior representatividade feminina, tendo elegido três mulheres entre os cinco mandatos conquistados (60%), seguindo-se o PS, com 30 mulheres entre os 77 deputados (39%).
No conjunto, PSD e CDS-PP elegeram 79 deputados, 24 dos quais mulheres (30,1%), e a bancada parlamentar do Chega será conquistada por 13 deputados (27,1%).
Três dos oito deputados da Iniciativa Liberal (IL) são mulheres (37,5%), enquanto o PCP e o Livre elegeram, também, uma mulher entre os quatro mandatos conquistados.
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