Março 27, 2025
Racismo deixou Vinicius Júnior em lágrimas: “Cada vez tenho menos vontade de jogar” – Desporto

Racismo deixou Vinicius Júnior em lágrimas: “Cada vez tenho menos vontade de jogar” – Desporto

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O jogador de futebol brasílico Vinicius Júnior afirmou, durante uma coletiva de prelo nesta segunda-feira que fez a antevisão de um jogo da seleção brasileira, estar a sentir uma grande pressão devido aos insultos racistas de que é continuamente mira. “Cada vez tenho menos vontade de jogar”, manifestou.



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Numa antevisão ao jogo entre o Brasil e a Espanha, com o lema de “Uma só pele”, campanha que visa combater o racismo no mundo do futebol, o internacional brasílico foi um dos participantes na conferência de prelo. Num testemunho feito em lágrimas, registou vários episódios racistas de que foi mira desde que começou a jogar em Espanha. “É alguma coisa muito triste e que acontece cá a cada jogo e a cada dia. Cada denúncia que faço me deixa muito triste, tal porquê a todas as pessoas negras do mundo”, afirmou, continuando: “É alguma coisa muito triste e não é só em Espanha que está a intercorrer, é também no mundo. Também acontecia com o meu pai, escolhi antes um branco do que um preto. É alguma coisa que noto e que luto porque me escolheram a mim. Luto para que num horizonte próximo isto não volte a intercorrer a ninguém”. Acrescentou ainda que estes episódios têm um efeito negativo na sua moral: “Levo muito tempo a ver isto e cada vez me sinto mais triste, cada vez tenho menos vontade de jogar”. Vinícius Júnior queixou-se ainda da falta de punições aplicadas a quem profere os insultos racistas, lembrando que em Barcelona se arquivou um caso recente. “O que me irrita mais é a falta das punições. Se começarmos a punir todas as pessoas que cometem levante delito, vamos estrear a evoluir. Faço tantas denúncias, muitas vezes chegam cartas para fazerem mais denúncias, mas no final acontece porquê aconteceu com meu colega em Barcelona, ​​eles arquivam o processo e ninguém sabe de zero. Se começarmos a punir essas pessoas… eles não vão mudar o pensamento, mas vão permanecer com pavor de falar. Há crianças que gozam comigo e eu não as culpado, porque elas não entendem. Eu na idade delas também não entendia o racismo”, explicou.

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“Jogar futebol é muito importante, mas a luta contra o racismo é importanteíssima. Quero que as pessoas negras tenham menos casos de racismo e possam ter uma vida normal, porquê as outras. Quero continuar só por isso, porque se fosse só por mim, eu já teria desistido”, declarou ainda, visivelmente transtornado. “As racistas são minoria. Uma vez que sou um jogador atrevido, que joga no Real Madrid e ganha muitos títulos, é muito complicado, mas vou seguir firme e potente porque tenho o espeque do clube e do presidente”, acrescentou ainda.

Por término, concluindo, disse que “Espanha não é um país racista, mas há muitas racistas e muitos deles estão nos estádios”. “Nunca pensei em deixar a La Liga, porque estaria a dar aos racistas o que eles querem”, rematou.




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