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“Estou aqui para comunicar que vou retirar-me do ténis profissinal. Foram uns anos difíceis, especialmente estes dois últimos, não fui capaz de jogar sem limitações. É uma decisão difícil, que levou tempo a ser tomada, mas nesta vida tudo tem um princípio e um fim, pelo que creio que é o momento adequado para colocar um ponto final numa carreira longa e cheia de êxitos, como nunca conseguiria imaginar“, começa por explicar o tenista, de 38 anos, natural de Maiorca, no vídeo partilhado.
Embora a parte final da sua carreira tenha sido pautada por problemas físicos, principalmente nos joelhos, Rafael Nadal retira-se como um dos melhores tenistas de sempre. O espanhol ganhou 92 títulos em singulares, 22 deles em torneios do Grand Slam. Considerado o “rei da terra batida”, Rafa tem 14 títulos em Roland Garros, um domínio histórico que será difícil de alguém superar.
“Na realidade têm sido anos difíceis, em especial os dois últimos. Penso que não fui capaz de jogar sem limitações. É uma decisão que é evidentemente difícil”, afirmou Nadal, que não joga desde que foi eliminado na segunda ronda dos Jogos Olímpicos Paris2024, frente ao sérvio Novak Djokovic.
Pela seleção do seu país, o antigo número um mundial conquistou também quatro Taças Davis, além de duas medalhas de ouro olímpicas: em Pequim’2008 (singulares) e no Rio de Janeiro’2016 (pares).
Carreira cheia de êxitos
O maiorquino não conquista qualquer título desde 2022, quando conquistou os seus dois últimos torneios do Grand Slam, na Austrália e em Roland Garros, coroando-se ainda mais como o “rei” da terra batida, ao vencer pela 14.ª vez em Paris, no seu último título.
Além dos 22 “majors” conquistados, o maiorquino, antigo número um mundial, conquistou mais 70 troféus e foi campeão olímpico em singulares em Pequim2008, conseguindo o “Golden Slam” – quatro “majors” e ouro olímpico – e em pares no Rio2016.
A sua despedida será em casa, disputando a final a oito da Taça Davis em Málaga, procurando o seu quinto título na competição por equipas.
Nadal é o segundo membro do “big-3″ que dominou o ténis mundial nos últimos anos a retirar-se, depois de o suíço Roger Federer em 2022,”‘sobrando” apenas Novak Djokovic, num fim de uma era à qual se pode juntar a reforma do britânico Andy Murray, após Paris2024.
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