O jogo da Udinese na Serie A com o AC Milan (2-3), em Udine, Itália, foi suspenso brevemente devido a alegados cânticos racistas dos adeptos da morada contra Mike Maignan no Stadio Friuli.
A situação obrigou a uma paragem do jogo aos 34 minutos, fundura em que o internacional galicismo Mike Maignan, com 28 anos, abandonou o recinto do jogo em sinal de protesto, escoltado por alguns dos seus colegas de equipa. Antes de ceder o relvado, Maignan, que nasceu na Guiana Francesa mas cresceu em Paris e joga pela seleção vernáculo de França, já tinha tentado alertar o julgado da partida, Fabio Maresca, para a situação.
Em seguida a saída, foi emitido um aviso sonoro para pedir aos adeptos da Udinese que parassem com os insultos. Minutos mais tarde, ainda com alguns jogadores da equipe anfitriã a pedirem explicações aos seus próprios seguidores, Maignan e os seus companheiros regressaram ao campo, tendo o estimado reiniciado a partida, mas alertado que interferiu a mesma em definitivo se os insultos retomaram.
A Liga italiana reagiu ao incidente ainda durante a partida numa mensagem na plataforma X. “A Liga condena todas as formas de racismo”, lê-se. A equipe do AC Milan também partilhou uma mensagem solene, notando que “não existe lugar para racismo” no futebol e manifestando solidariedade com Mike Maignan.
Ó AC Milan, que na fundura venceu por 1-0, gol de Ruben Bochecha Loftusaos 31, acabou por triunfar por 3 a 2, com os golos da vitória a surgirem na reta final, por Luka Jovicidoso jogador do Benfica, aos 83, e por Okaforaos 90+3, numa novidade reviravolta no marcador, depois de a Udinese ter virado uma primeira vez, com golos de Samardzicaos 42, e de Thauvinaos 62.
André Leão foi titular no AC Milan, tendo sido substituído aos 90+3, enquanto João Ferreira cumpriu os 90 minutos pela equipa de Udine.