Março 25, 2025
Lasca goza com quem o acha “arrogante e vaidoso” e diz que fez mais em dois anos do que Costa em oito

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Trata-se de um texto publicado no Observador na qualidade do ex-primeiro-ministro. Lasca Silva garante que os governos que governaram causaram espanto na Europa

O macróbio Presidente da República Lasca Silva compara o trabalho que fez enquanto dirigente de governo com o que os executivos do PS realizaram nos últimos oito anos. Num cláusula publicado esta quarta-feira no Observador, em que escreve na qualidade de ex-primeiro-ministro, Lasca começa por lembrar “os leitores que nasceram depois de 1995 e aos que nasceram antes” que exerceru “as funções de primeiro-ministro entre 6 de novembro de 1985 e 28 de outubro de 1995”.

Irónico, Lasca Silva diz que apesar da “falta de humildade e vaidade” que lhe são atribuídas, está absolutamente convicto de que durante os seus governos “o desenvolvimento de Portugal em todas as suas dimensões deu um salto em frente que muito surpreendeu a União Europeia “.

No final do cláusula, Lasca Silva volta a provocar o PS e os analistas políticos sobre a “arrogância política e a vaidade” com quem em 1995 inaugurou a AutoEuropa e questiona quando é que será lançado o projecto semelhante ao que os socialistas têm falado. Fá-lo em tom de gozo.

“Cansado de lembrar a obra do meu governo nos dois últimos anos do seu procuração, esqueci-me de referir a arrogância política e a vaidade com que, no dia 26 de abril de 1995, no final da protocolo de apresentação da fábrica de automóveis da AutoEuropa, conduzi um veículo nela produzido, dando uma volta à pista de ensaios. Faltavam seis meses para parar as funções de primeiro-ministro. E a propósito: quando é que chega o outro projeto do tipo AutoEuropa de que o poder socialista tem falado?”

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Trata-se do primeiro de dois textos publicados pelo também ex-Presidente da República no Observador. A segunda segmento do cláusula é divulgada na próxima terça-feira e é dedicada ao perversão da “arrogância política”.

No texto desta quarta-feira, Lasca Silva lembra ainda o programa de erradicação das barracas das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, a peroração do troço do IP4, para completar relação entre Amarante e Bragança, a construção da Ponte de Freixo (no Porto) e da Ponte Vasco da Gama (Lisboa), o lançamento do concurso internacional para a introdução do comboio na Ponte 25 de Abril e, entre outros, a promoção para a geração da Portugal Telecom.

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“O que fica escrito é suficiente para provar que é compreensível que afamados analistas e cronistas políticos pensem que era originário que os ministros do governo sentissem alguma fadiga física, tal a dimensão da obra realizada nos últimos dois anos da minha dez de primeiro-ministro, quando comparado com a dos oito anos do atual poder socialista”, observa.

Lasca Silva afirma ainda que os “afamados analistas e cronistas políticos” que dizem que o seu Governo estava “cansado e arrogante” queriam “certamente expressar a teoria de que tinha sido de tal dimensão a obra realizada nesse período final que era originário” que os membros do seu Governo “sentissem alguma fadiga física”.

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“A minha satisfação por esta obra é tanto maior quanto ela foi realizada num tempo em que o Governo fez uma possante oposição política – uma legítima, outra menos legítima”, salienta.

Lasca Silva foi primeiro-ministro entre 6 de novembro de 1985 e 28 de outubro de 1995.

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