Março 29, 2025
Tribunal britânico congela €670 milhões controlados por Isabel dos Santos

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O juiz Robert Bright, de um tribunal mercantil britânico, decidiu, esta quarta-feira, pelo refrigeração de tapume de 580 milhões de libras (670 milhões de euros) controladas pela empresária angolana Isabel dos Santos, num processo movido contra a Unitel International Holdings.

“Não vejo uma base óbvia pela qual os ativos de Isabel dos Santos devam ser protegidos nesta competição; parece possuir um argumento óbvio em prol de um refrigeração mundial dos seus bens argumentou o juiz Robert Bright na decisão publicada hoje pelo Supremo Tribunal Mercantil britânico .

Em razão está o processo movido pela Unitel, agora controlado pelo Estado Angolano, contra a Unitel International Holdings BV, com sede nos Países Baixos, e contra a empresária Isabel dos Santos, que pediu o refrigeração de 580 milhões de libras, o equivalente a 670 milhões de euros ao câmbio de hoje.

Na decisão, o juiz afirma que é “altamente curioso que Isabel dos Santos seja obrigado a declarar os seus ativos, em honestidade em que a Unitel não sabe quais, se alguns, ativos são detidos por ela e não estão cobertos pelas ordens de prisão ou congelando que já está em vigor”.

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Assim, conclui, não aceita “o princípio de que as outras ordens de refrigeração de bens significam que não é justo nem profíquo para oriente tribunal deliberar por mais uma ordem”, uma vez que defendido pela empresária, que se diz vítima de uma “campanha opressiva” .

A decisão do tribunal de londrino surge na sequência de um conjunto de ações movidas pelo Estado angolano e por empresas públicas e privadas contra a empresária desde que João Lourenço tomou posse uma vez que Presidente de Angola, em 2017, e que incluiu também outros membros da família de José Eduardo dos Santos, que governou Angola durante quase 40 anos.

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O Tribunal Supremo (TS) angolano determinou em dezembro do ano pretérito a prisão preventiva dos bens da empresária Isabel dos Santos, avaliada em milénio milhões de dólares (tapume de 930 milénio milhões de euros), nomeadamente 100% das empresas Unitel T+, em Cabo Virente, e Unitel STP SARL, em São Tomé e Príncipe, de que a filha do macróbio Presidente de Angola José Eduardo dos Santos foi beneficiária efectiva.

Segundo o despacho, entre outras acusações, Isabel dos Santos “fez ainda transferir quantias da Unitel SA para a entidade Unitel International Holdings BV, sociedade com sede nos Países Baixos, constituída em 04/05/2012 e controlada pela própria Isabel dos Santos, sua única beneficiária efetiva”.

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Com efeito, entre 08 de maio de 2012 e 28 de agosto de 2013, refere-se na nota, foram celebrados sete contratos de financiamento entre a Unitel SA e a Unitel International Holdings BV, através dos quais a primeiro emprestou à segunda o valor totalidade de 322.979.711,00 euros e 43.000.000,00 de dólares, montantes que a empresa beneficiária “se obriga a restituir no prazo de 10 anos”.

Tais empréstimos, “em que Isabel dos Santos assinou os referidos contratos de financiamento, na qualidade simultânea de representante lítico de ambas as empresas”, permitiram à Unitel International Holdings BV a obtenção de participações sociais ou a constituição de sociedades no setor das telecomunicações em Portugal, Cabo Virente (Unitel T+) e São Tomé e Príncipe (Unitel STP, SARL)”, conclui-se no despacho.

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