Por Lucas Shaw | Bloomberg
Quando a margem de rock Phish começou a tocar sua fita de 2004, A Song I Heard the Ocean Sing, no Sphere em abril, mais de 18.000 fãs ficaram boquiabertos enquanto o quarteto de Vermont aparentemente tocava no meio de um recife de corais.
Peixes — não confundir com Phish — nadavam de um lado do palco para o outro em meio a águas-vivas gigantes e pulsantes enquanto todo o domo se transformava em uma experiência subaquática alucinante. Corpos humanos balançavam para cima e para grave na chuva em meio a flashes radiantes de vermelho e virente. Vegetais altas brotavam do fundo do mar. A cena era somente uma das dezenas de visuais exibidos dentro e fora do domo claro de US$ 2,3 bilhões em Las Vegas — o lugar de shows mais comentado do mundo.
Concebido por James Dolan, que também é possessor do time de basquete New York Knicks, o Sphere tentou reinventar a experiência do concerto, colocando um ato músico ao vivo em frente a uma superfície de 160.000 pés quadrados com a mais subida solução de LED verosímil. Ele exige um investimento multimilionário em gráficos.
Nenhum dos visuais impressionantes seria verosímil sem a Disguise, uma empresa de tecnologia sediada em Londres que faz uma caixa e software complementar que servem porquê o cérebro do show ao vivo. Fundada há mais de 20 anos, a Disguise vende sua tecnologia para muitos dos músicos mais proeminentes do mundo, incluindo Taylor Swift e Justin Timberlake, muito porquê festivais porquê o Coachella.
A Disguise se posicionou no meio de um mercado explosivo de gráficos visuais em shows, sets de filmagem e até mesmo em igrejas. A demanda por produção virtual deve disparar para US$ 7,13 bilhões até o final de 2029, de US$ 1,99 bilhão em 2022, de congraçamento com a empresa.
Depois de monopolizar o mercado de música ao vivo, a Disguise está se ramificando em notícias e esportes ao vivo, muito porquê produções de Hollywood. Ela está trabalhando com a NBC News na cobertura eleitoral e a Netflix Inc. em programas porquê Sweet Tooth. Ela também colaborou com o Portland Trailblazers para injetar verdade aumentada em suas transmissões de basquete.
Tudo isso ajudou a Disguise a ultrapassar US$ 100 milhões em vendas. Para chegar a US$ 200 milhões, ela precisa contratar mais pessoas. Para isso, ela está trabalhando com o banco de investimentos Raine Group para ajudar a levantar moeda para expandir.
“Preciso de mais investimento para crescer novamente”, disse o CEO da Disguise, Fernando Kufer, durante um jantar no Mother Wolf em Las Vegas, momentos antes do show do Phish. “Criamos uma categoria. Estamos executando. Por que não aproveitar?”, ele perguntou.
Disguise começou porquê um projeto de arte. Matthew Clark, Chris Bird e Ashraf Nehru formaram o estúdio multidisciplinar United Visual Artists no início dos anos 2000, que integrava novas tecnologias com mídia tradicional em estátua, performance e instalações. Seu projeto de estreia foi produzir os visuais para o grupo eletrônico britânico Massive Attack para sua turnê 100th Window em 2003, o que levou a uma colaboração de décadas. Mais tarde, eles desenvolveram um software para facilitar os visuais em eventos ao vivo, publicado porquê tecnologias d3. O grupo criou peças para músicos porquê U2 e Rolling Stones, shows da Broadway porquê Harry Potter e museus porquê o Victoria & Albert. Kufer entrou a bordo em 2015 em seguida anos trabalhando para marcas porquê Gillette e Body Shop. Ele viu um negócio com enorme potencial inexplorado. Na estação, a empresa tinha 17 funcionários e gerava murado de US$ 3 milhões em vendas. Os fundadores estavam divididos entre ser um estúdio de arte e uma empresa de tecnologia. Mas Kufer viu claramente para onde deveria ir.
“Nascente é um negócio de tecnologia e precisamos administrá-lo porquê um negócio de tecnologia”, Kufer disse a seus parceiros. Ele focou a empresa em hardware (a caixa) e software (tecnologia para gerar visuais 3D), renomeou-a para Disguise e começou a fechar acordos com mais parceiros.
A Disguise não faz os visuais — isso é feito por empresas porquê a Industrial Light and Magic da Walt Disney Co. Os locais de shows contam com a Disguise para processar e extrair os diferentes gráficos, colocando-os em ordem. Os clientes pagam de centenas de milhares a milhões de dólares para usar os servidores da Disguise, e taxas adicionais para entrada a diferentes ferramentas de software. Embora o servidor seja a base, a Disguise vê muito mais potencial no negócio de software — principalmente no que diz saudação à produção virtual e transmissão ao vivo.
A CJ ENM, uma empresa de entretenimento sul-coreana, usa a tecnologia Disguise para seu estúdio de produção virtual interno, o VP Stage, para mapeamento de imagem e vídeo 2D e verdade virtual e aumentada. A empresa pretende usar o VP Stage para filmar uma ampla gama de teor visual para todos os tipos de entretenimento, de filmes a séries de TV, programas sem roteiro e comerciais.
“Até agora, a Disguise tem soluções inigualáveis utilizando vídeo e imagem 2D”, disse um porta-voz da CJ ENM em uma enunciação. “Para uma empresa porquê a CJ ENM, cuja livraria de teor abrange um largo espectro de gêneros e formatos, as soluções da Disguise têm sido altamente adequadas.”
Ajuda financeira
Em 2017, a Disguise começou a procurar suporte financeiro. Kufer executou uma obtenção de gestão com suporte da Livingbridge, uma empresa de private equity de médio porte sediada em Londres. Nos dois anos seguintes, Kufer aumentou as vendas da Disguise para murado de US$ 40 milhões e abriu escritórios em Novidade York, Atlanta e Los Angeles.
A Disguise estava prestes a fechar um grande investimento do Carlyle Group, uma das maiores empresas de private equity do mundo, quando a Covid-19 fechou a música ao vivo e as produções e reformulou a transmissão ao vivo. A Disguise perdeu todos os seus projetos da noite para o dia, e houve momentos em que Kufer pensou que a empresa teria que ser fechada, disse ele.
A pandemia acabou tendo um lado positivo para a Disguise, pois impulsionou a demanda por tecnologia de produção virtual — e jogos. A Disguise já estava trabalhando com a Epic Games Inc., mais conhecida pelo videogame Fortnite. Mas a invenção mais significativa da Epic é, na verdade, o Unreal Engine, um software de gráficos 3D que permite que as pessoas desenvolvam videogames, produzam ou animem filmes e visualizem espaços e produtos.
A Epic viu o potencial na tecnologia da Disguise e adquiriu uma participação minoritária de 5%, dando a ela o capital necessário para sobreviver à pandemia e atraindo a Carlyle de volta à mesa. A Carlyle assumiu uma participação majoritária na Disguise em 2021.
Tudo está se tornando uma experiência cinematográfica, disse John McConnell, o produtor gráfico do Portland Trailblazers, um dos cinco times da NBA que produzem todas as suas transmissões ao vivo internamente. Trabalhando com a equipe, a Disguise criou um rastreador de temperatura que indicaria se os jogadores estavam arremessando muito ou não. Se os jogadores estivessem pegando lume ou jogando muito, a temperatura dispararia. Se o time estivesse jogando mal, a barra cairia e pingentes de gelo virtuais ficariam pendurados no termômetro.
“Inovações porquê essas são necessárias quando estamos competindo por audiência”, disse McConnell. “Nosso grupo de proprietários estava realmente focado em fazer a transmissão do jogo o melhor verosímil.”
A maior oportunidade pela frente para a Disguise pode estar em Hollywood, para onde Kufer está se mudando agora, depois de 23 anos em Londres. Na Califórnia, a Disguise tem acordos com estúdios de efeitos virtuais para trabalhar em dezenas de diferentes estúdios de som, incluindo muitos que trabalham com a Netflix.
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