Abril 4, 2025
A terceira temporada de ‘Bridgerton’ analisa as ligações sexistas entre romance e ‘segurança financeira’ para mulheres

A terceira temporada de ‘Bridgerton’ analisa as ligações sexistas entre romance e ‘segurança financeira’ para mulheres

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Uma das melhores falas de BridgertonA terceira parcela sem incerteza vem de um dos MVPs da temporada: a resposta da série a Kris Jenner, Portia Featherington (Polly Walker).

“Você sabe o que é romântico? Segurança”, ela zomba de sua filha Penelope (Nicola Coughlan), descartando seus sonhos de um romance de contos de fadas porquê seu objetivo final. Evidente, Bridgerton se passa na era da Regência, mas essa risco ressoa ao longo da temporada.

Penelope (também conhecida porquê Lady Whistledown) é uma das únicas mulheres da subida sociedade com recursos financeiros próprios além do consórcio ou da legado – um estado secreto de independência que ela compartilha com sua amiga, a modista Genevieve Delacroix (Kathryn Drysdale). O trabalho de Penelope porquê colunista secreta de fofocas rende mais numerário do que os homens Bridgerton poderiam imaginar e, ainda assim, ela ainda é obrigada a “arrumar um marido”, porquê forma de evadir de sua família e continuar a esconder seus ganhos.

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Quando Colin descobre a identidade de Penelope, juntamente com seu desdém por ela reportar assuntos relacionados a ele e sua família, ele revela um evidente nível de emulação. Ele próprio um aspirante a plumitivo, Colin mostra uma incapacidade de concordar o sucesso editorial de sua prometida, sua habilidade porquê escritora e o indumento de que seu trabalho significa que ela pode remunerar a Cressida Cowper (Jessica Madsen) milhares de libras em numerário de chantagem – sem a ajuda dele. . “Que utilidade eu tenho para você?” Colin pergunta repetidamente, acreditando que seu valor em um relacionamento é definido por sua capacidade de cuidar dela – financeiramente e em termos de posição social ao se matrimoniar com ela. Para Colin, se sua futura esposa não precisa dele – seu numerário, seu status, seu intelecto aparentemente superior – ele não tem certeza de qual é seu papel no relacionamento. E são realmente as amigas de Penelope, Genevieve e (eventualmente) Eloise Bridgerton (Claudia Jessie), e não seu marido, que a apoiam na recuperação da mando que ela trabalhou tanto para estabelecer.

Por que Colin está na verdade rebelde com Penelope em Bridgerton?

Nicola Coughlan e Luke Newton como Penelope Featherington e Colin Bridgerton no programa de TV "Bridgerton".


Crédito: Liam Daniel/Netflix

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Em Bridgerton Na terceira temporada, segmento 2, vemos Colin irritado com a escrita de Penelope e seu impacto no mundo real, mas também o vemos se sentir ameaçado e com inveja de seu sucesso. Embora sua conquista porquê Whistledown, uma posição que Eloise considera ter “quase tanto poder quanto a Rainha”, possa ser vista porquê um exemplo fortalecedor a ser oferecido a outras mulheres da subida sociedade em procura de segurança – financeira ou não -, em vez disso, vemos Colin reagir impondo suas inseguranças a Penélope. Quando Penelope sugere que ela use seus ganhos para remunerar Cressida, Colin parece possessivo e orgulhoso, dizendo a Penelope “não depende de você” o que acontece e decide resolver a situação com as próprias mãos – e ao fazê-lo, torna tudo muito pior. . Embora Colin eventualmente admita seu emulação do poder de Pen, e até mesmo o comemore no final da série, inicialmente tudo o que ele vê é porquê a identidade secreta e o sucesso financeiro de Penelope o enfraquecem.

O que Colin não percebeu é que a segurança numa relação deve ser cultivada mutuamente através da crédito e do suporte, e separadamente, através de dois indivíduos que se sentem capacitados para perseguir os seus próprios sucessos e sonhos. Portia, emblemática da repressão da Regência, diz à filha: “As mulheres não têm sonhos. Elas têm maridos”. Esta dinâmica frustrante e pouco progressiva não está contida no período da Regência e, infelizmente, persiste nos dias modernos.

Não são unicamente as mulheres da Regência que escondem o seu sucesso

Nicola Coughlan como Penelope Featherington no programa de TV "Bridgerton".


Crédito: Liam Daniel/Netflix

Estudos mostraram que as mulheres que têm um “status social mais saliente” têm muito menos verosimilhança de ter sucesso em relacionamentos românticos. E para aqueles que estão em relacionamentos heterossexuais, o sucesso profissional, financeiro ou social de uma mulher pode impactar a autoestima e a saúde mental de um varão, muito porquê a motivação de uma mulher para seguir seus sonhos, diz psicóloga clínica Dra. Sarah Bishop.

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“De combinação com um estudo da Jornal de Personalidade e Psicologia Social, a autoestima dos homens pode suportar significativamente quando eles percebem que sua parceira está superando-os, potencialmente levando a problemas de saúde mental, porquê depressão”, explica ela. “Por outro lado, o temor de relacionamentos tensos pode fazer com que as mulheres subestimem as suas realizações, conforme realçado pela pesquisa no Revisão Econômica Americana. Isso pode resultar em estagnação de curso e potencial não realizado.”

A tentação das mulheres de esconderem as suas conquistas e de não lutarem pela sua própria segurança financeira é horroroso quando se trata da enorme desvantagem que sofremos, além de lutarmos contra as disparidades salariais entre homens e mulheres e a crise do dispêndio de vida.

Jessica Madsen como Cressida Cowper no programa de TV "Bridgerton".


Crédito: Liam Daniel/Netflix

Em Bridgerton, as mulheres não só escondem os seus meios independentes, mas são punidas por os procurarem. O roda da personagem de Cressida Cowper nesta temporada é um magnífico exemplo de uma mulher recorrendo a meios pragmáticos para conseguir segurança financeira – e sendo disciplinada por isso. Depois de ser informada de que seu pai cortará sua mesada se ela não encontrar um marido, ela usa meios mesquinhos e competitivos para tentar invadir Lord Debling (Sam Phillips), antes de ser forçada a um noivado reparado com um varão de três anos. vezes a idade dela. Desesperada por uma saída e com um projecto de deixar a sociedade e ir para a Europa, ela se sente inspirada a se passar por Lady Whistledown e recorre à chantagem para tentar gerar a riqueza necessária para prometer sua liberdade.

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Evidente, ela não teve sucesso, mas também é difamada e rejeitada por tentar fazê-lo. Indiscutivelmente, a única diferença entre Penelope e Cressida é que Penelope conseguiu encontrar os seus meios financeiros e regime social. Cressida não o fez e posteriormente foi expulsa da sociedade, não sendo mais vista porquê um consórcio viável pelos homens da subida sociedade. Isso levanta a questão, historicamente e hoje, um varão estaria sujeito ao mesmo isolamento social e repudiação por buscar segurança financeira?

A pressão para ocultar o sucesso ou o fornecimento pode prejudicar ambas as partes em um relacionamento

Nicola Coughlan como Penelope Featherington no programa de TV "Bridgerton".


Crédito: Liam Daniel/Netflix

Em Bridgerton nas histórias e nos dias de hoje, esta instabilidade, emulação e exigência dos homens de serem “necessários” em um relacionamento, e das mulheres subsequentemente se voltando para necessidades pragmáticas e sendo evitadas ou desrespeitadas por suas ambições e sucessos “reflete desigualdades e normas sociais mais profundas que impactam oportunidades e escolhas das mulheres”, de combinação com psicóloga de aconselhamento Dra. Rina Bajaj.

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Ela acrescenta que as mulheres podem “subestimar ou sacrificar suas ambições profissionais para manter a simetria em seus relacionamentos”, assim porquê Penelope é tentada a fazer no programa. Exceto que estamos vivendo em 2024, não em 1800.

“O temor de superar seus parceiros masculinos pode levar as mulheres a se contentarem com papéis menos exigentes ou a não buscarem promoções”.

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– Dra. Rina Bajaj

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“O temor de ultrapassar os seus parceiros masculinos pode fazer com que as mulheres se contentem com funções menos exigentes ou não procurem promoções”, explica Bajaj. “Oriente comportamento autolimitante pode impedir o incremento profissional das mulheres e contribuir para padrões sociais mais amplos de desigualdade de género no sítio de trabalho.”

Segundo Bishop, estas dinâmicas sexistas “muitas vezes resultam de condicionamentos sociais e inseguranças pessoais”. Rajaj acrescenta que os homens podem sentir-se ameaçados quando se comparam a uma parceira, uma reacção que é “intensificada numa sociedade que muitas vezes mede o sucesso através de conquistas financeiras e profissionais”. O temor da repudiação ou do desistência também pode estar ligado à autoestima, juntamente com o pressão social profundamente arraigada para que os homens forneçam.

Luke Newton como Colin Bridgerton no programa de TV "Bridgerton".


Crédito: Liam Daniel/Netflix

Na sua origem, estas dinâmicas são indicativas de normas sociais enraizadas que são sexistas, patriarcais e não servem a ninguém nem aos seus relacionamentos. O valor de um varão é muito mais do que a sua capacidade de prover e o valor de uma mulher é muito mais do que a sua capacidade de se limitar de combinação com o que possa ameaçar a situação social e financeira dos seus parceiros.

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Evidente, BridgertonO retrato desta questão específica é especificamente focado na dinâmica de um relacionamento heterossexual, apesar de suas sugestões de histórias queer se aproximando nas temporadas subsequentes. Embora Bishop aponte que os casais queer podem ser capazes de negociar estas dinâmicas de uma forma mais fluida, uma vez que não estão tão fortemente vinculados às normas tradicionais de género, Bajaj insiste que estas relações “também podem enfrentar questões relacionadas com a dinâmica de poder, embora possam não sempre se alinhe com os papéis tradicionais de gênero”. No entanto, estas questões podem ainda resultar de disparidades de rendimento ou de diferenças de regime social e de expectativas.

“As questões de poder e desigualdade podem manifestar-se de forma dissemelhante em conferência com as relações heterossexuais, mas ainda requerem atenção e solução”, diz ela. “Tal porquê nas relações heterossexuais, promover a paridade e o reverência reciprocamente é crucial. Os parceiros devem se esforçar para compreender as experiências uns dos outros e concordar os objetivos pessoais e profissionais uns dos outros.”

Qual é a solução?

Nicola Coughlan e Luke Newton como Penelope Featherington e Colin Bridgerton no programa de TV "Bridgerton".


Crédito: Liam Daniel/Netflix

Logo, porquê podemos desafiar estes estereótipos e normas que promovem uma atitude sexista em relação à procura das mulheres pela sua própria segurança financeira e sucesso?

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“Para reduzir esta dinâmica nas relações heterossexuais, é crucial desafiar os papéis tradicionais de género e promover a paridade”, afirma Bajaj. “Ambos os parceiros devem concordar a curso e as aspirações pessoais um do outro. Isso inclui festejar conquistas, fornecer suporte emocional durante desafios e tomar decisões conjuntas que considerem ambas as carreiras.”

Ela acrescenta que rejeitar activamente tais estereótipos sobre o que os homens ou mulheres “deveriam” fazer nas suas vidas e relacionamentos, e usar uma “abordagem mais maleável” pode ajudar a produzir relações mais igualitárias.

É também imperativo que os parceiros dêem espaço uns aos outros para “manterem identidades individuais”. No caso do nosso Bridgerton par, vemos alguma forma de solução no final, onde Colin apoia o papel de colunista de Penelope e sua decisão de parar de grafar anonimamente, enquanto eles constroem uma família juntos. Bajaj aconselha que “envolver-se em atividades que sejam pessoalmente gratificantes” pode encorajar “uma interdependência equilibrada, onde vocês apoiam uns aos outros e ao mesmo tempo estimulam o seu incremento individual”.

A representação destas dinâmicas problemáticas num programa de televisão popular prova a natureza generalizada destas atitudes, mas também dá aos telespectadores a oportunidade de identificar se podem estar a passar por um problema semelhante na sua relação.

“Ver personagens confrontando e navegando pelas desigualdades de gênero pode inspirar os espectadores a agirem em seus próprios relacionamentos ou a defenderem mudanças sociais. Pode encorajar os indivíduos a desafiar estereótipos e a lutar por parcerias mais equitativas”, diz Bajaj.

Essencialmente, Portia Featherington estava certa – a segurança em um relacionamento é definitivamente romântica. Mas essa segurança deve ser mútua, para que as mulheres se sintam livres para perseguir paixões e lucrar tanto numerário quanto acharem adequado, sem se preocuparem com o sucesso das suas relações românticas e com o ego dos seus parceiros.

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Eles deveriam se sentir emocionalmente apoiados ao fazê-lo, um outro tipo de segurança que talvez não seja tão normalizado em Bridgerton-era ou sociedade moderna. Num relacionamento, não pode ter segurança, estabilidade ou base sólida sem a roboração do poder, dos pontos fortes e dos sucessos de cada um.

Talvez, com levante último capítulo e os problemas que Colin e Penelope enfrentam, inspire mais mulheres a se esforçarem por mais – de si mesmas, em termos de curso e de seus relacionamentos.

“Enquanto Bridgerton se passa no pretérito, também celebra o progresso ao retratar personagens que desafiam as normas sociais e lutam pela paridade”, diz Rajaj. “Isso pode inspirar esperança e otimismo sobre o potencial para mudanças positivas nos relacionamentos.”


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