Abril 5, 2025
Avistamentos de tubarões disparam no litoral setentrião de SP

Avistamentos de tubarões disparam no litoral setentrião de SP

Continue apos a publicidade


Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto do Mar da Universidade Federalista de São Paulo (IMar/Unifesp) aponta que o número de avistamentos de tubarões aumentou no arquipélago de Alcatrazes. A unidade de conservação marinha fica a respeito de 35 quilômetros da costa no litoral setentrião de São Paulo, entre São Sebastião e Ilhabela.

Leia mais

Tubarões-martelo nadando em dimensão de preservação marinha no litoral setentrião de São Paulo (Imagem: reprodução/Adriano Perna)

Maior proteção aumento registros de tubarões

  • O levantamento leva em conta relatos feitos por mergulhadores que frequentam a dimensão de preservação.
  • O aumento no número de avistamentos reforça a hipótese defendida por cientistas de que os tubarões tem frequentado a região em maior número em seguida a expansão e fortalecimento da dimensão de proteção integral.
  • O estudo identificou as espécies Squalus cf. albicaudus (cação-bagre-da-cauda-branca), Carcharias taurus (tubarão-mangona), Carcharhinus plumbeus (tubarão-galhudo), Carcharhinus falciformis (tubarão-seda), Rhizoprionodon porosus (cação-frango), Sphyrna lewini (tubarão-martelo-recortado) e Sphyrna zygaena (tubarão-martelo-liso).
Arquipélago de Alcatrazes, no litoral setentrião de SP (Imagem: Leandro Inoe Coelho/Shutterstock)

Uma das maiores unidades de conservação marinha

O Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes é uma unidade de conservação federalista administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Com pouco mais de 67 milénio hectares, ela é a maior unidade de conservação marinha de proteção integral das regiões Sul e Sudeste e a segunda maior do Brasil.

Continue após a publicidade

No lugar, já foram catalogadas mais de 1.300 milénio espécies de flora e fauna na região, e ao menos 259 espécies de peixes estão protegidas. Entre as espécies de tubarões mais comuns (vistas todos os dias) estão o tubarão-martelo e o galha-preta. Quando adultos, eles podem passar de quatro metros.

Até a dez de 1990, o arquipélago era meta de exercícios de tiro realizados pela Marinha. Os projéteis destruíam os ninhos e afastavam as aves do lugar, impactando diretamente toda a vida bicho. Posteriormente pressão de ambientalistas, o lugar foi transformado em refúgio em agosto de 2016.

Continue após a publicidade

Conforme o ICMBio, as estratégias de monitoramento dos últimos anos e a fiscalização de pesca proibido equilibraram a vida marinha que atrai tubarões predadores para a região. O surgimento de cardumes indica eficiência na proteção dos ambientes marinhos de Alcatrazes, uma vez que estes animais estão no topo da enxovia cevar.

A presença de tubarões na região do arquipélago também ocorre pelas características geográficas do lugar. Localizadas na confluência de duas correntes oceânicas, as águas na região são ricas em nutrientes. Segundo pesquisadores, o retorno de algumas espécies pode, inclusive, evitar a extinção dos animais.

Continue após a publicidade



Fonte

Continue após a publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *