Hot News

Nascido em Pónovo jogo da Sonho quântico é uma obra singular, e possível graças a liberdade criativa conquistada após décadas de batalha por pertencimento. E como um jogo de nosso tempo, ruídos e esbravejos podem acometer os desavisados – então, atente-se!
Uma Road Trip babadeira de Dustborn
Dustborn é uma aventura narrativa. Um conto sobre amizades; sobre o quanto nossas relações nos afetam ao longo da vida e como é importante construir laços sólidos, que podem evoluir, seja através da dor ou do amor, resistindo aos percalços para que possamos vislumbrar algo novo nascendo, dia após dia, e saber que essa é uma realização de vida pela qual devemos ficar gratos de fazer parte.
Em Dustborn acompanhamos o desenrolar do jogo através da ótica de Pax, uma mulher cheia de conflitos, ressentida com seu passado, mas quem tem esperança de um futuro melhor ao lado de seus amigos. Aliás, mais do que amigos: são uma banda!
Uma banda de rock como deve ser: contra o sistema e subvertendo expectativas!
Com Noam, Theo e Sai, Pax se mete num conflito entre nações ao roubar dados valiosos, e agora tem que atravessar um Estados Unidos do ano de 2030, numa espécie de realidade paralela à nossa – mas com muitas semelhanças -, só que cheia de robôs.
O teor político do jogo é vital para que a história caminhe, gerando uma tensão constante em nossos personagens – que já batalham com suas próprias inseguranças. Após roubarem os dados de uma nação autoritária (logo no início do jogo), eles partem para uma viagem por esse Estado Unidos fictício, mas com a desculpa de que estão em uma tour com sua banda.
Como disse acima, esta é uma aventura narrativa. Espere muitos diálogos, interação com personagens que podem mudar o rumo da história e soluções através da conversa. Aliás, a voz aqui é um dos fatores mais importantes para o desenrolar do jogo.
Pax, Sai e Noam são Anomals: pessoas capazes de feitos extraordinários com a voz. Outros personagens ao longo da jornada da banda Dustborn também terão habilidades similares. E, se você já leu X-Men – ou se for um pouquinho mais atento e der uma olhada ao redor no seu cotidiano -, sabe que o diferente sempre desperta preconceito daqueles que se julgam normais. Logo, nossos protagonistas têm que esconder ao máximo suas habilidades.
Então temos: roubo de dados ilegais de uma nação autoritária; pessoas com habilidades vocais capazes de afetar os outros; uma jornada por um país hostil para entregar os dados e receber grana em troca; conflitos relacionais, amorosos, políticos e familiares; muita, muita música numa tour como uma banda punk!
Em resumo: Dustborn tem tudo o que se pede quando falamos de uma obra transgressora ao olhar dos padrões do que espera de um jogo.
Jogando como banda
Com foco em sua narrativa, eu poderia dizer que Dustborn nos entrega algo similar a um visual novel – mas estaria mentindo.
Aqui temos muita ação também. Os diálogos não são estáticos e tenta dar a sensação aos jogadores de que sempre podemos perder alguma fala. Então, mesmo nesta parte narrativa, que pode ser maçante para quem não curte o gênero, a possibilidade de perder algo te faz grudar na tela. E, cada decisão tem uma consequência diferente.
Um recurso interessante do jogo é que a trajetória é sintetizada como uma história em quadrinhos, com diálogos ficando disponíveis na lateral ao pausar o jogo – meio como um histórico -, e ao final de cada capítulo, você pode realmente conferir um compilado da sua aventura como se fosse uma edição de HQ.
Os combates – sair na porrada mesmo – também acontecem aqui. Através de comandos bem básicos, num estilo hack and slash, podemos macetar os inimigos, com a adição de alguns pequenos especiais baseados nos poderes vocais, temos um diferencial bacana para as batalhas – que nem de longe representam o core do jogo.
O destaque maior fica por conta das músicas que a banda toca. Aqui, numa espécie de guitar hero, temos que acertar o tempo e frequência de cada botão para conseguirmos pontuar e não desafinar na hora de tocar.
E devo dizer que a trilha sonora, galgada num rock punk popé um dos grandes atrativos e faz de Dustborn uma real tour com sua banda.
Somos apenas poeira espacial
Todos os atravessamentos artísticos que formam a entropia de Dustborn demonstra que esse jogo só pode ter saído do âmago de seus idealizadores. Questões de gênero, políticas, discussões familiares e de amizade, sonhos esmagados por sociedades opressoras são expostos de maneira tão natural, que é possível afirmar que muito desta aventura já foi vivida pelos seus criadores de alguma maneira. Afinal, quem já não sonhou em ter uma banda e lutar contra o sistema, né?
Como o elemento ficcional mais forte se apresenta através dos poderes da voz, fica claro que a decisão de abordar o jogo através da narrativa era a escolha mais acertada. Pode não ser o ritmo preferido de muitos jogadores que desejam ação constante – dopamina na veia -, mas ao se render para essa história, a jornada dita como as coisas devem seguir e você se vê entregue para essa aventura. Você quer fazer parte daquela banda e que eles obtenham sucesso – seja lá o que isso for para cada um dos protagonistas.
Nascido em Pó está disponível para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Um, Xbox Série X/S e PC longe Vapor.
Uma cópia de Dustborn foi gentilmente cedida pela Quantic Dream para PC via Steam para a realização deste texto.
Siga-nos nas redes sociais:
Hotnews.pt |
Facebook |
Instagram |
Telegram
#hotnews #noticias #tecnologia #AtualizaçõesDiárias #SigaHotnews #FiquePorDentro #ÚltimasNotícias #InformaçãoAtual