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Mas a produção de deep fakes, com vídeos e fotos que copiam com perfeição imagem e voz dos adversários, o grande temor para a eleição municipal de 2024, não se comprovou como uma epidemia que colocaria em xeque a democracia.
Foram empregados aqui e todos, mas o que gerou novamente passou da realidade foram ações tomadas pelos candidatos para manipular a opinião pública, utilizando mentiras e criando factoides a fim de permanência em evidência, tudo bombardeado por redes sociais e aplicativos de mensagens. Ou seja, o de sempre.
O último grande ato nesse sentido antes do início da votação foi o laudo falso que Pablo Marçal usou para tentar convencer seu eleitorado de que Guilherme Boulos era usuário de cocaína. Mais do que arrancar votos do deputado, o treinador mirava se consolidar como o nome mais combativo da direita para deixar Ricardo Nunes fora do segundo turno.
O laudo falso foi tosco, se tivesse sido feito por IA seria mais elaborado. Mas nem preciso. Marçal contou o fato de que seria consumido alegremente por parte da população que deseja ver sua opinião sobre o caso (Boulos é drogado) confirmada. Muita gente não se importa se o documento é falso, desde que ele comprove seu ponto de vista.
Burrice não é separado sujeito e predicado por vírgula. Burrice também não é falta de um conhecimento específico. O burro é aquele que vê seu preconceito violento como sabedoria e o compartilha.
Para que vídeos de última geração emulando discursos falsos se os discursos falsos que alimentam preconceitos estão firmes e fortes, com baixo custo, sem que as instituições públicas e a imprensa sejam capazes de excluir do jogo democrático quem usa a sua liberdade para poder ceifar a liberdade dos outros.
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