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Na opinião da pesquisadora Danila Di Pietro Zambianco, o cenário é de “semi-caos” entre atores escolares, que encontram uma dificuldade crescente de diálogo com alunos e familiares.
Danila, que é integrante do Gepem (Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Moral), da Unicamp, defende um papel ativo das escolas na discussão de tópicos importantes, como a diferença entre o público e o privado, o desenvolvimento da empatia e os modos de se conviver virtualmente.
Na entrevista, uma pedagoga especializada em psicologia moral destaca a importância de metodologias que valorizam o papel ativo do aluno na sala de aula diante das distrações virtuais — uma realidade que nenhuma lei será capaz de alterar.
Quais são as evidências da psicologia a respeito do efeito das telas sobre o processo de aprendizagem das crianças?
Danila Di Pietro Zambianco Para além do jogo, que é próprio das telas, o elemento viciante das redes sociais está ligado à lógica dos likes e das notificações, já que todos querem fazer parte de um grupo e serem vistos. Nesse sentido, uma questão que nos preocupa é a forma como o uso das redes tem impactado a própria construção do sujeito.
Crianças e jovens estão no processo de formação de sua personalidade, é um momento em que a troca com o outro e com o meio é fundamental, já que preciso dele para entender quem eu sou. E essa geração, precocemente, está tendo essa experiência de forma híbrida – basta observarmos a quantidade de crianças com o seu celular ou tablet na mão.
Essa construção psíquica e social remete à própria lógica do algoritmo, quer dizer, ele foi desenvolvido para ser viciante. Então, começamos a ver, por exemplo, perfis de jovens com transtornos alimentares que ensinam como ter uma dieta feroz, um corpo ideal etc.
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