O mar é basicamente a pele azul do mundo, mas sabemos muito pouco das suas profundezas. Muito parecido com a vastidão do espaço, está referto de mistério. Com ambos vem o ignoto – e, portanto, o horror. Em Ainda acorda as profundezaso mais recente terror em primeira pessoa de The Chinese Room, o mar dá origem a um terror misterioso que toma conta de uma plataforma petrolífera, e seus trabalhadores devem lutar para sobreviver.
Em qualquer lugar no meio do oceano, os jogadores são apresentados ao protagonista McLearly, o problemático eletricista de uma plataforma petrolífera escocesa. Desde o início, fiquei incrivelmente impressionado com a dublagem, a escrita e a performance. A maior secção da tripulação é formada por habitantes de Glasgow, que usam termos coloquiais e gírias, que o jogo avisa que podem ser “traduzidos” ativando as legendas. McLearly (Alec Newman, que interpreta Cyberpunk 2077Adam Smasher e Potestade: Perversão Original 2‘s Beast, entre outros) é um protagonista muito simpático. Quando o conhecemos, ele foi destituído por ocasionar uma luta em terreno que levou a polícia à plataforma, para desespero de seu dirigente. Enquanto ele sai do helicóptero, a plataforma atinge um pouco – ou um pouco atinge a plataforma – muito aquém da superfície.
A partir daí, tudo vira um caos, à medida que tentáculos bioluminescentes e grandes folhas que parecem algas marinhas começam a revestir toda a plataforma. Mas quando interage com os humanos, ele os inclui, transformando-se em monstros horríveis do livro de John Carpenter. A coisa.
McLearly deve usar suas habilidades porquê eletricista para trespassar do pesadelo náutico. Quebra-cabeças ambientais – envolvendo remoinhar alavancas e rodas, extinguir incêndios e repuxar e retirar na sequência certa – ocupam a maior secção do seu tempo, enquanto a plataforma geme e se desfaz e os gritos de amigos e colegas transformados ecoam. os corredores metálicos.
O jogo é, às vezes, maravilhosamente terrífico, e fiquei impressionado com o design das criaturas. Amigos que você conhece no início do jogo agora gritam e expressam ameaças e preocupações que tinham enquanto eram totalmente humanos, sua mesocarpo permanentemente ligada à crescente ameaço estranho que tomou conta da plataforma. (Nunca é explicado o que é a ameaço, o monstro ou o vírus, exclusivamente que vem do mar.) Quando você está recluso nesses corredores com os monstros, McLearly só pode se esconder, atirar objetos e passar furtivamente. Não há combate e morte instantânea, o que pode ser um tanto frustrante. Você nunca tem certeza de quando ou onde um monstro irá ouvi-lo, e o jogo parece ter uma teoria muito rígida e internamente consistente de porquê ter sucesso nos níveis de gato e rato.
O jogo é incrivelmente tátil. O mapeamento intuitivo de botões fez com que eu sempre me sentisse incorporado ao McLearly, desde retirar alavancas até subir e descer escadas. Os desenvolvedores fizeram um óptimo trabalho colocando você no lugar de McLearly, permitindo que você veja todo o seu corpo enquanto ele sobe e rasteja. McLearly desparafusa as aberturas de ventilação, agarra-se para encruzar águas escuras, escorrega e escorrega, grita e xinga ao tentar dar saltos. Além de sentir que eu o personifiquei, as reações de McLearly ao que ele estava fazendo também pareciam que ele estava incorporando meu: dar um salto enorme significava que às vezes eu xingava e, hilariamente, encontrava McLearly gritando o mesmo quando aterrissava.
Tal porquê acontece com os títulos anteriores da Chinese Room, a partitura orquestral original é ousada e subida quando você eventualmente a ouve. Mas ao contrário Todo mundo foi para o impulso, onde a trilha sonora de Jessica Curry fez muito para descrever essa história, cá está mudo, com poucas ondas de música chegando. Grande secção do envolvente vem do colapso da plataforma, o som da devastação servindo porquê a música da aniquilação em vez de um poderoso coro. Jason Graves (compositor dos títulos de terror da Supermassive e A Ordem: 1886) faz um bom trabalho cá, mesmo que não esteja à fundura do trabalho de Curry.
A plataforma de petróleo em si é impressionantemente detalhada, com texturas realistas e sinalização apropriada, telefones antigos operados por interruptores e monitores realistas. Embora você não possa interagir com grande secção do mundo, ele ainda parece habitado, um lugar que as pessoas ocuparam e criaram – principalmente ao visitar os alojamentos de tripulantes individuais.
O nível de pormenor, combinado com a óptimo direção de som, realmente me fez sentir porquê se estivesse no equipamento. Você será forçado a voltar para as áreas, e sua privança o ajudará a velejar por um nível: portas e passagens pelas quais você passou intocado agora estão bloqueadas por escombros, ou seu camarada se transformou em um monstro gigante com tentáculos. Apreciei o foco estrito dos desenvolvedores em um lugar específico, com áreas limitadas, permitindo-lhes provar uma devastação lenta de uma forma tangível.
Embora não ligeiro o gênero a nenhum lugar novo, Ainda acorda as profundezas é uma soma valiosa ao cânone do terror – e mais uma prova de que o grande vazio do oceano é um pouco que quero evitar.
Ainda acorda as profundezas será lançado em 18 de junho no PS5, Xbox Series X/S e PC.