Abril 6, 2025
tratamento com células CAR-T tem risco? Confira resposta

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Um estudo da Universidade de Medicina de Stanford (Estados Unidos) revelou que o risco de cancro secundário depois do tratamento com células CAR-T é grave. A pesquisa seguiu um alerta da Food and Drug Administration (FDA) sobre o procedimento, em seguida pacientes com qualquer tipo de cancro sob tratamento serem diagnosticados com outro tipo da doença.

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A terapia com células CAR-T é um tipo avançado de tratamento.

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Nele, células do próprio paciente com cancro são isoladas e colhidas (no caso, os glóbulos brancos, também conhecidos porquê células T). Portanto, elas são modificadas geneticamente para matar de forma mais eficiente as células cancerígenas.

Só que, em novembro de 2023, a FDA — sucursal regulatória de saúde, a Anvisa dos EUA — alertou que pacientes que passavam por esse tratamento para um tipo específico de cancro estavam sendo diagnosticados com um cancro dissemelhante do “original”.

Isso levantou preocupações sobre riscos do tratamento em um cancro secundário. Entenda o que é isso:

  • Um cancro primitivo é aquele que surge de células cancerígenas de uma região. Por exemplo, um cancro de pulmão que começa e fica por lá;
  • Já o cancro secundário é generalidade em metástases, quando o cancro surge em uma região específica do corpo, mas se espalha;
  • É o caso de células cancerígenas no pulmão que chegam ao cérebro.
Receptor de antígeno quimérico
Ilustração representando tratamento com células CAR-T (Imagem: Juan Gaertner / Shutterstock)

Estudo avaliou o risco real do tratamento

Ai que entra a pesquisa da Universidade de Stanford, publicada no O novo jornal inglês de medicinaque contou com 700 pacientes do Stanford Health Care tratados com as células CAR-T.

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Os cientistas chegaram à epílogo de que o risco de desenvolvimento de um cancro secundário é grave, muro de 6,5% nos três anos seguintes à terapia.

Eles também revelaram que a principal justificação de cancro secundário em pacientes sob esse tipo de tratamento é a queda da imunossupressão (resposta do sistema imunológico diante de uma doença).

Nesse caso, há uma explicação: normalmente nos casos de cancro secundário, as células cancerígenas já estão lá, só que em concentrações mais baixas. Portanto, elas aproveitam o momento de fraqueza para “crescer explosivamente no paciente”, porquê relata o estudo.

De harmonia com Ash Alizadeh, pesquisador de Stanford e responsável do estudo, eles compararam níveis de proteínas e sequências de DNA e RNA de células individuais dos pacientes em diversos tecidos. No caso dos linfomas, as células já estavam lá e não foram o resultado do CAR-T.

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