O que chegou de novo?
A Meta está a reverter a escassez de memória DDR5 recuperando módulos DDR4 de servidores em desuso, instalando-os em novos sistemas através do seu ASIC Vistara. Essa abordagem visa otimizar custos numa altura em que os preços da memória estão elevados devido à demanda.
Por dentro da máquina (Análise Técnica)
O Vistara é um expansor de memória CXL, concebido especificamente para ligar memória DDR4 obsoleta a servidores modernos com processadores AMD EPYC ‘Turin’, que só suportam DDR5. Este chip utiliza uma interface PCIe 5.0 x16, oferecendo uma ligação eficiente entre os módulos de memória. Cada ASIC pode suportar até 256 GB de DDR4, usando DIMMs de 64 GB, sendo que a Meta atualmente implementa 128 GB por ASIC com módulos de 32 GB provenientes de servidores desativados.
A configuração da Meta combina 768 GB de memória local DDR5-6400 com 256 GB de DDR4-2400 interligada via CXL, permitindo aumentar a capacidade de memória total para 1 TB. Esta implementação é interessante, pois o Linux ocorre a migração de páginas de memória menos ativas para a camada DDR4, otimizado para largura de banda de 76 GB/s, enquanto os dados frequentemente acedidos permanecem na DDR5, com uma largura de banda impressionante de 614 GB/s. Este esquema visa maximizar a performance do sistema, minimizando a latência.
O ASIC Vistara emprega tecnologia RISC-V para assegurar inicialização segura e monitoramento de integridade, tendo optimizado o controlador CXL para reduzir a latência a cerca de 50ns. A utilização de correção de erros avançada e a eliminação de chips melhoram ainda mais a robustez deste sistema.
Por outro lado, a Panmnesia, uma startup sul-coreana, está a desenvolver um controlador e switch CXL que promete conectar conjuntos de memória maiores sem aumento da latência. Este projeto destaca-se por permitir escalabilidade e flexibilidade superior em comparação com soluções concorrentes.
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Vale a pena o investimento?
Para empresas e instituições que necessitam de expandir a sua capacidade de memória sem incorrer em custos exorbitantes associados à nova memória DDR5, esta solução da Meta pode ser uma aposta interessante. As adaptações feitas pelo Vistara, incluindo a utilização de memória já existente, são um bom exemplo de como a inovação pode ajudar a economizar em tempos de crise de preços. No entanto, é essencial que as organizações avaliem o custo-benefício desta abordagem, considerando a necessidade de operar servidores de alta performance.
Veredito do Técnico
A abordagem da Meta em reaproveitar memória DDR4 através do Vistara representa uma solução inteligente e económica para os desafios atuais de hardware. Uma estratégia a ter em mente para quem deseja otimizar recursos sem comprometer a performance.
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