O que precisas de saber (Resumo Rápido)
- O CNCS publicou a 7ª edição do relatório “Cibersegurança em Portugal – Sociedade 2025”.
- Registou-se um aumento de 36% nos incidentes de cibersegurança em 2024, com phishing e smishing como as principais ameaças.
- Apesar do aumento da consciência, a adoção de práticas de segurança, como a autenticação multifator (MFA), ainda está abaixo da média europeia.
Análise Detalhada
O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) disponibilizou recentemente a 7ª edição do relatório “Cibersegurança em Portugal – Sociedade 2025”, uma análise abrangente das ameaças cibernéticas enfrentadas pelo país. Este documento revela um panorama preocupante sobre a nossa segurança digital e a “superfície de ataque” que temos.
Em 2024, os dados do CERT.PT mostram um crescimento alarmante de 36% nos incidentes de cibersegurança quando comparado ao ano anterior. O phishing e smishing, que simulam instituições financeiras e da Administração Pública, continuam a ser os tipos de fraudes mais comuns. Além destes, a engenharia social, incluindo o vishing e a CEO Fraud, está a ganhar destaque, demonstrando a necessidade de uma educação cibernética mais robusta.
Outro risco significativo provém dos programas maliciosos, onde infostealers representam mais de 80% da atividade de malware. Embora tenha ocorrido uma queda de 35% nos casos de ransomware, a sua natureza devastadora continua a afetar entidades públicas gravemente, especialmente no final de 2024.
No que diz respeito à “superfície de ataque”, observa-se que os portugueses estão a adotar mais serviços digitais, embora ainda estejam abaixo da média da União Europeia em áreas como compras online e serviços bancários. No entanto, o uso de mensagens instantâneas é elevado, indicando uma dependência crescente de tecnologia.
A adoção de dispositivos IoT e Inteligência Artificial em empresas portuguesas também está alinhada com a tendência europeia. Contudo, duas das cinco vulnerabilidades mais reportadas estão associadas a campanhas de ransomware. A autenticação multifator é uma estratégia de segurança que ainda precisa de ser amplamente adotada, com apenas 36% das empresas a implementá-la, em contraste com 63% da Administração Pública.
A consciência sobre cibersegurança tem vindo a aumentar, com um crescimento nas pesquisas online relacionadas com o tema. O número de empresas certificadas com a norma ISO 27001 cresceu 72% desde 2021, e o interesse em cursos de segurança cibernética também subiu, embora a presença feminina nestes cursos ainda seja bastante limitada.
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Com a cibersegurança a tornar-se uma prioridade cada vez maior, é essencial que as empresas e a Administração Pública continuem a investir em formação e na implementação de boas práticas de segurança.
Vale a pena o investimento?
O relatório destaca que, apesar do investimento crescente em cibersegurança e na formação dos profissionais, a realidade mostra que as pequenas e médias empresas ainda enfrentam dificuldades em implementar medidas de proteção adequadas. Investir em soluções como a autenticação multifator e em equipamentos de segurança digital adequados é essencial para reduzir a exposição ao risco.
Veredito HotNews
Portugal está a desenvolver a sua resiliência cibernética, mas é urgente acelerar a implementação de medidas eficazes para mitigar os riscos de ciberataques.
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