O que precisas de saber (Resumo Rápido)
- Os códigos QR estão a ser utilizados em fraudes conhecidas como quishing, que já representam 4,8% das ameaças por e-mail em Portugal.
- A falsa comunicação via códigos QR pode levar a sites fraudulentos que coletam informações sensíveis dos utilizadores.
- É crucial adotar práticas seguras ao interagir com códigos QR, especialmente em e-mails ou espaços públicos.
Análise Detalhada
Os códigos QR tornaram-se uma parte essencial da nossa vida diária, permitindo acesso rápido a informações, pagamentos e documentos. Contudo, sua popularidade atraiu também a atenção de cibercriminosos, que exploram essa tecnologia em ataques cada vez mais sofisticados. A ESET, empresa de segurança cibernética, alertou recentemente sobre um aumento nas fraudes relacionadas a códigos QR, conhecidas como “quishing”.
Durante o período de dezembro de 2025 a maio de 2026, as campanhas de quishing foram identificadas como a sétima ameaça por e-mail mais predominante em Portugal, representando 4,8% das detecções de phishing. Globalmente, essa tendência é alarmante, com 11% de todos os e-mails de phishing incorporando códigos QR. Em média, surgem cerca de 100 mil detecções mensais, com um pico significativo em abril, marcando um recorde desde que a ESET começou a monitorar essa técnica.
O método utilizado pelos golpistas envolve o envio de e-mails que aparentam ser legítimos, muitas vezes disfarçados como comunicações de empresas ou serviços conhecidos. Em vez de links diretos, os e-mails solicitam que os destinatários digitalizem um código QR para acessar documentos ou informações. O resultado é que, ao escanear o código, a vítima é redirecionada para sites fraudulentos que imitam plataformas legítimas, onde são solicitadas credenciais de acesso ou dados bancários.
Ricardo Neves, da ESET Portugal, destaca que o quishing é especialmente eficaz porque oculta a ligação maliciosa. Uma vez que a interação se desloca para um dispositivo móvel, onde a proteção contra ameaças é geralmente inferior, as chances de queda na armadilha aumentam. Além disso, os criminosos não se restringem ao e-mail; foram identificados casos de códigos QR fraudados em parquímetros, serviços de partilha de bicicletas e trotinetes, e em notificações públicas fraudulentas relacionadas a multas.
Para se proteger contra este tipo de fraudes, a ESET recomenda tratar cada código QR como uma conexão desconhecida. Verificar a identidade do remetente, desconfiar de mensagens que criam urgência e nunca fornecer informações sensíveis sem confirmar a legitimidade do site são algumas das medidas aconselhadas. Para as organizações, investir em soluções de segurança que analisem essas conexões ocultas e conscientizar os usuários é fundamental.
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Vale a pena o investimento?
Se considerarmos a natureza crescente das fraudes envolvendo códigos QR, o investimento em segurança cibernética torna-se uma prioridade tanto para indivíduos quanto para empresas. Proteger dispositivos móveis e implementar soluções de segurança são medidas que não só salvaguardam informações pessoais como também previnem perdas financeiras significativas.
Veredito HotNews
A crescente ameaça de quishing exige uma abordagem proativa na proteção de dados. A educação e a segurança são essenciais para navegar com segurança num mundo cada vez mais digital.
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