Pac-Man em 2023: Quando o passado encontra a esquisitice tecnológica
Preparem-se, geeks e gamers, porque Valery Kryzhanovsky decidiu fazer o impensável: usar a tecnologia DLSS 5 para fazer upscaling ao clássico Pac-Man—um videojogo que, vamos ser sinceros, não precisava de ajuda. Ao correr o jogo através de um emulador MAME e injectar o DLSS 5, este gajo criou um espectáculo visual tão estranho que parece algo saído de um pesadelo de um programador nos anos 90.
A coisa gira à volta de quatro modos de renderização: Natural, Default, Cinematic e Denoise. E se acham que “Natural” mantém a clareza do labirinto, “Default” tornou os fantasmas dignos de um concurso de beleza—com direito a cheekbones. Pior do que isso: um dos modos simplesmente exterminou os olhos do fantasma verde, fazendo-o parecer uma versão perturbadora de um Creepypasta. É o que eu chamo de criar arte de jogo com toques de horror.
Uma Tecnologia Feita para Outro Mundo
Agora, vamos falar de tecnologia. O DLSS 5 é uma ferramenta mágica da Nvidia, supostamente feita para jogos 3D modernos, mas aqui estamos a vê-lo a fazer malabarismos com o Pac-Man, como se o jogo precisasse de uma terceira dimensão que nem sabe o que é. Com o modo 4x Multipass, o Valery tenta empurrar as limitações da IA para que, quem sabe, o Pac-Man pareça menos plano e mais… bem, realista. Deve ser como tentar pôr uma Ferrari a correr numa estrada de terra—não vai funcionar.
A verdade é que o DLSS ainda está em fase beta, falta-lhe treino e, segundo o próprio Valery, é como a versão beta da sua irmã mais nova a tentar conduzir num simulador de corridas. Claro, ele diz que “na maioria dos casos, o resultado é feio, mas em alguns, pode chegar a ser fotorealista”. Para Pac-Man, isso é um exagero—um jogo sem informação 3D é como tentar construir uma casa com papel de arroz, nem conseguirá dar-lhe forma.
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Vale a Pena a Viagem? Não Obrigado
Quando tudo está dito e feito, temos que nos perguntar: “Isto vale a pena?” Para os assets de um videojogo como Pac-Man, a resposta é um sonoro não. O DLSS 5 pode ser uma maravilha tecnológica, mas usá-lo para aperfeiçoar gráficos de um jogo que nasceu em 1980 é como oferecer um iPhone a alguém que ainda usa um Nokia tijolo. Os resultados são mais hilariantes do que úteis, e o investimento em GPU para este tipo de tretas simplesmente não compensa.
Resumindo: este é lixo tecnológico no seu esplendor. Se queres investir em upscaling, foca-te em jogos que realmente podem beneficiar da tecnologia, não em clássicos que continuam a ser icónicos pela sua simplicidade. Fica a dica: por vezes, menos é mais, e a nostalgia é um aspecto que o DLSS 5 simplesmente não consegue captar.
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