Julho 14, 2026

O segredo por trás da queda de pagamentos de ransomware

O segredo por trás da queda de pagamentos de ransomware

O que precisas de saber (Resumo Rápido)

  • As detecções de ransomware aumentaram 7% nos últimos seis meses, refletindo uma crescente sofisticação dos ataques.
  • Menos organizações estão dispostas a pagar resgates, com estimativas de apenas 14% a fazê-lo, segundo relatórios da ESET.
  • O uso de ferramentas conhecidas como “EDR Killers” está a expandir, permitindo que cibercriminosos desativem soluções de segurança antes dos ataques.

Análise Detalhada

O ransomware continua a representar uma ameaça significativa à cibersegurança mundial. Nos últimos seis meses, a ESET relatou um aumento de 7% nas deteções de ransomware, evidenciando a evolução contínua deste tipo de ataque. Apesar do aumento das ameaças, um fenômeno notável é a diminuição da porcentagem de vítimas que optam por pagar resgates solicitados pelos cibercriminosos.

Dados de várias pesquisas destacam uma nova realidade no combate ao ransomware:
– A Chainalysis aponta que 28% das vítimas pagaram os resgates em 2025.
– A Coveware indica uma taxa de 23%.
– A seguradora Coalition revelou que 86% das vítimas não pagaram, resultando numa taxa de pagamento de apenas 14%.

Ricardo Neves, responsável pela comunicação da ESET em Portugal, sugere que essa resistência pode estar relacionada à maturidade das organizações em termos de prevenção e resposta a incidentes. Contudo, isso não significa que o impacto dos ataques esteja a diminuir; os custos associados a um incidente de ransomware continuam a ser elevados, mesmo sem pagamentos.

Um dos desenvolvimentos mais preocupantes são as ferramentas denominadas “EDR Killers”. Estes softwares são projetados para desativar soluções de segurança antes do ataque de ransomware, facilitando a execução do malware. A ESET acompanha atualmente mais de 100 dessas ferramentas, muitas das quais exploram vulnerabilidades em drivers legítimos.

Entre os dados mais alarmantes do relatório, destaca-se que:
– Mais de 60 das ferramentas existentes utilizam vulnerabilidades conhecidas.
– Novas variantes dessas ferramentas surgem quase semanalmente.
– O grupo de cibercriminosos conhecido como “Gentlemen” permanece ativo, desenvolvendo ferramentas específicas para contornar mecanismos de proteção, como o GentleKiller.

Embora a taxa de pagamento de resgates tenha diminuído, a ESET alerta que isso não reduz a gravidade do problema. A interrupção das operações, os custos de recuperação dos sistemas e a perda de dados ainda representam um fardo pesado para as organizações.

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Esta evolução no cenário do ransomware exige que as empresas continuem a investir em medidas robustas de prevenção, deteção e resposta para mitigar os impactos dos ataques.

Vale a pena o investimento?

O crescente domínio dos cibercriminosos e a sofisticação de suas ferramentas validam a necessidade de um investimento contínuo em cibersegurança por parte das organizações. Ignorar esse investimento pode resultar em custos muito superiores a longo prazo.

Veredito HotNews

O ransomware continua a ser uma ameaça complexa e em evolução, exigindo que as empresas adotem uma abordagem proativa e defensiva para proteger seus dados e sistemas.

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