Setembro 13, 2026

ONU altera mapa do mundo: quais países protestam?

ONU altera mapa do mundo: quais países protestam?

O que precisas de saber (Resumo Rápido)

  • A ONU aprovou uma resolução para usar projeções cartográficas que representam melhor as verdadeiras dimensões dos continentes.
  • A nova proposta, liderada pelo Togo e apoiada pela União Africana, gerou reações de alguns países, incluindo Japão, Índia e Ucrânia.
  • A resolução não obriga à adoção do novo mapa, mas recomenda uma reconsideração das projeções utilizadas a nível global.

Análise Detalhada

A Assembleia Geral da ONU aprovou, a 4 de setembro, uma resolução intitulada “Correct the Map”, que procura corrigir a distorção da projeção de Mercator, usada há quase 500 anos. Este tipo de projeção cartográfica, criada pelo cartógrafo Gerardus Mercator em 1569, é especialmente útil para a navegação, pois mantém os ângulos e direções, mas distorce significativamente as dimensões dos territórios, tornando áreas mais próximas dos polos, como a Gronelândia, desproporcionalmente grandes em comparação com continentes como a África.

A nova proposta da ONU promove o uso de projeções de área equivalente, com a Equal Earth como principal referência. Criado em 2018 pelos cartógrafos Bojan Šavrič, Bernhard Jenny e Tom Patterson, este mapa oferece uma representação mais realista das dimensões continentais. Na Equal Earth, África, América Latina e Oceânia apresentam tamanhos mais próximos da realidade, enquanto Europa e América do Norte são relativamente menores.

A resolução recomendada pela ONU não proíbe o uso da projeção de Mercator, mas sugere que governos e organizações considerem métodos que transmitam com maior precisão as áreas de cada território. Esse é um aspecto que tem gerado tensões diplomáticas, especialmente entre países com territórios em disputa, como é o caso da Ucrânia, Japão e Índia.

A Ucrânia expressou preocupações específicas quanto à representação da Crimeia, que aparece em tonalidade diferente do resto do território ucraniano. Para a Ucrânia, isso pode ser visto como uma tentativa de legitimar a ocupação russa. O Japão, embora tenha votado a favor da resolução, pediu modificações na representação das ilhas Curilas, que considera seus Territórios do Norte. Já a Índia fez questão de lembrar que, embora apoie a nova abordagem, continua a insistir na representação oficial de Jammu e Caxemira, uma região controversa.

Os Estados Unidos apresentaram uma visão contrária, sendo o único país a votar contra a resolução, argumentando que o foco da Assembleia Geral deveria ser questões internacionais mais relevantes.

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Em suma, a decisão da ONU marca um passo importante em direção a uma representação mais precisa do nosso planeta, embora questões políticas e territoriais ainda sejam uma complicação.

Vale a pena o investimento?

A adoção de novas projeções cartográficas, embora recomendada, não é obrigatória. No entanto, a importância de uma representação mais precisa do nosso mundo pode justificar a revisão das versões tradicionais, como a de Mercator, especialmente no que se refere a educação e conscientização sobre as dimensões reais dos continentes.

Veredito HotNews

A resolução da ONU é um passo significativo para uma compreensão mais precisa do nosso planeta, mas a controvérsia em torno de representações cartográficas destaca a complexidade das questões políticas e territoriais.

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