2026 e ainda a correr Doom? Mais vale correr para uma nova ideia!
Aparentemente, 2026 continua a ser o ano em que correr o **Doom** em todo o lado se mantém em alta. É quase como a trivialidade de fazer um café: de grávidas a satélites, aquela obra-prima de 1993 já passou pelas mãos de tantos que nem faz sentido contar. Agora, a moda é correr o jogo dentro de uma base de dados, e a ideia vem do projeto SQLDoom de Lukas Vogel, que é conhecido por ter inventado o DoomQL. Qualquer técnico ou gamer que se preze vai ficar de queixo caído (ou de rabo no ar) ao saber que esta maluquice não é assim tão complicada.
Correr o que, meu? Como é que tens ideias assim?
A magia começa com a capacidade de repensar o que um videojogo é. O frontend responsável pelos gráficos e sons é feito em **Python**, mas actua apenas como um “periférico” — ou seja, o cérebro está em toda aquela estrutura de base de dados. O backend está focado no desempenho, utilizando o **CedarDB**, um RDBMS compatível com Postgres. O mais interessante é que, tal como nas versões modernas de **Doom**, o SQLDoom faz duas operações: uma a 35 Hz, que trata toda a lógica do jogo, e outra para os gráficos.
Lukas teve de converter os elementos do pacote WAD do **Doom** para a base de dados. E adivinha? Era mais fácil do que pensava. Os dados estão organizados de tal maneira que a relação entre níveis de mapas é básica. Com apenas 1000 linhas de Python ele conseguiu criar a estrutura necessária. O ciclo de jogo principal rendeu 5.900 linhas de SQL, em comparação com as 9.000 linhas de código C originais. A razão? Em SQL, basta um “UPDATE… WHERE” para fazer atualizações sem ter que fazer loops eternos. Pega a caneta, tens trabalho a fazer!
Multiplayer em SQL? É isto que tens a dizer?
Quando chega a parte do multiplayer, este setup revela-se uma verdadeira maravilha. A sincronização entre vários estados é feita à perfeição — algo que seria um pesadelo no código original. Se precisas de iniciar um tick do jogo, é só fazer “START TRANSACTION”, faz a lógica e “COMMIT”. Magicamente, tudo se sincroniza. A conclusão a que chego é que este projeto é uma ode à criatividade e ao espírito hacker.
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Pessoal, se és doido por tecnologia como eu, ou se o som da tua infância é o **Doom** a correr em plataformas improváveis, então deves definitivamente dar uma olhada no SQLDoom. No entanto, não compras uma gráfica nova só para isso, porque o que está em jogo é a criatividade — e só a criatividade! Se correr é o objetivo, então traz as pipocas e diverte-te. Mas aviso já: se a única inovação em que acreditas é em gráficos UHD, então talvez não seja bem a tua onda.
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