Meta e a Criação de um Monstro Digital
A nova jogada da Meta, chamada Muse, está a causar alguma agitação entre a comunidade tech, adivinha-se. Esta criação não é só mais um assistente virtual! É um agente de IA que faz corar até as melhores configurações do teu PC de gaming. A tecnologia base é alimentada por sistemas AMD EPYC Turin, cada um a bombar com dois núcleos dedicados e 8GB de memória. O que me leva a pensar: e se isto se tornar num novo "gamer" indesejado?
Apenas para dar um exemplo do que a Muse é capaz, ela pode executar comandos básicos de Ubuntu. Se te pedirem para correr um comando e ela tiver permissão, já se sabe que o burburinho vai ser grande. Mas o que realmente me deixa de pé atrás é a possibilidade de executar comandos potencialmente perigosos. Um dos bloggers, Evan Hoffman, até mencionou que a Muse tentou estabelecer uma ligação SSH com uma máquina virtual privada. A sério, estamos mesmo a abrir as portas do inferno aqui?
O Hardware das Bestas e os Seus Desafios
A cereja em cima do bolo é o facto de a Muse utilizar processadores AMD EPYC 9D25, que são basicamente os brutamontes do mercado, com até 128 núcleos e um suporte máximo de até 6TB de RAM. Isso permite que cada sistema suporte múltiplas instâncias da Muse, o que significa que, se a Meta decidir lançar isto a mil milhões de utilizadores, vão precisar de um exército de servidores!
A conta é simples: pensa em dois processadores por servidor, com 512 vCPUs e 2TB de memória, a bombar para 256 utilizadores por caixa. Com mais de 500.000 utilizadores ativos diários no seu primeiro mês, isso resulta em cerca de 2.000 servidores a trabalhar full-time. É uma palhaçada! Além disso, isto não inclui GPUs porque, de acordo com a Meta, o processamento fica reservado para servidores separados. Portanto, se estavas à espera de jogar com a IA da Muse, esquece.
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Investir ou Desperdiçar o Teu Dinheiro?
No final das contas, a pergunta que se coloca é: vale a pena investir nesta tecnologia? Se estás à procura de um assistente virtual que possa não só dar-te o tempo, mas também fazer algumas sugestões arriscadas, a Muse parece ser a solução. Mas o que me preocupa é a segurança. Com um sistema que já oferece conexões SSH e que pode potencialmente permitir que alguém consiga uma túnel reverso, o resultado pode ser um desastre.
Portanto, antes de lançares a mão ao bolso, pondera bem: esta é uma ferramenta poderosa, mas também cheia de armadilhas. Se a segurança não for uma prioridade para ti e a ideia de ter um "gamer" privado excitante te entusiasma, segue em frente. Caso contrário, fica com o teu PC e continua a dar um murro na mesa a reclamar das atualizações forçadas. Em resumo, a Muse é um pedaço de tecnologia que pode ser mais um problema do que uma solução.
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