Capcom decidiu fechar o ano com chave de ouro com o lançamento de Onimusha: Way of the Sword. Após os ufanistas Resident Evil Requiem e Pragmata, este título traz-nos mais uma demonstração do que a companhia sabe fazer com o seu RE Engine. E sim, estamos a falar de uma máquina de correr jogos que é tão versátil que funciona em uma gama impressionante de hardware. Portanto, pegue a pipoca, porque vamos ver como os processadores se comportam neste épico digital.
Já Chegou a Hora de Acordar os Processadores!
É verdade que o RE Engine é um bicho mais amigo das placas gráficas do que dos processadores. Mas não se enganem; a performance com os 31 CPUs testados consegue oferecer algumas surpresas. Desde os novos Core Ultra 7 270K Plus até os velhinhos Ryzen 7 2700X, a maioria seguiu a lógica ao cair em performance. Contudo, nada nos preparou para a vergonha de alguns modelos da AMD, mais concretamente os Ryzen 9, que estão claramente a comê-los. O Ryzen 9 7900X aparece a fazer menos 3% do que o Ryzen 5 7600X. Como é que se explica uma cena destas? Ah, sim, o que é que está a dar?
Quando ligámos a RTX 5090 Founder’s Edition ao Ryzen 7 2700X, chegámos quase aos 90 FPS em 1080p com tudo no Ultra. Sem ray tracing, claro, porque se quisermos melhor gráfico convém não estragar tudo com fantasmas de renderização. Mas o que será que acontece quando o CPU está a ser levado ao limite?
Desempenho à Vista: Uma Montanha-Russa!
O benchmark do jogo é uma experiência de cerca de cinco minutos com sequências renderizadas em tempo real. O que acontece é que, na dúvida, focámo-nos na seção de jogabilidade que, filosofia à parte, é um verdadeiro teste de estresse para o CPU, em vez das cenas cinematográficas que são um passeio no parque. Optámos pelo preset Ultra, sem DLSS ou FSR, e testámos em 1080p para garantir que o CPU seria o foco.
Embora a performance em alguns CPUs tenha sido compreensivelmente inferior, os chips X3D da AMD continuam a mostrar-se poderosos, enquanto o Ryzen 9 7900X3D fica envergonhado ao alinhar com os mais modestos Ryzen 7 7700X. Queda livre, alguém? São claramente problemas que a Capcom ou a AMD terão de corrigir. Aqui, o Core i9-14900K da Intel reina supremo, mas mesmo o Core Ultra 7 270K Plus não fica muito atrás no que toca a vasculhar desempenho.
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Um Jogo que Não Leva Todos a Bordo
Ou seja, se fazes parte da equipa de formigas da AMD, podes querer repensar a tua escolha. O Ryzen 7 5800X3D ainda sopra a performance dos seus adversários, mas mesmo assim, não consegue acompanhar o ritmo dos modelos mais recentes. E os chips X3D eram para ser os campeões do consumo, mas com a diferença de performance a ficar na casa dos 3 frames por watt, as coisas não são bem assim.
No fim do dia, Onimusha: Way of the Sword é uma prova de como o mercado ainda está cheio de surpresas. Se és um gamer que tinha esperanças em ver o seu processador de última geração brilhar, talvez queiras reconsiderar. Melhor investir em algum hardware que realmente aproveite este jogo, ou sente-te à vontade para ficar em modo de espera. O que vale a pena fazer é investir numa configuração equilibrada para aproveitar esta experiência. Portanto, não se deixem enganar: é jogo de qualidade, mas nem todo o hardware consegue acompanhar o ritmo. A escolha é vossa!
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